sexta-feira
Mercadante, estagnado nas pesquisas, procura culpados
Mercadante (à esq) segue cartilha sartrista: " o inferno são os outros" - Jean-Paul_Sartre (à dir)
O senador e candidato ao governo do Estado de S. Paulo é mesmo um homem complexo. Sua campanha se resume à indignação com a renúncia de José Serra e a críticas à política de segurança pública do governo do Estado nos últimos anos. No que diz respeito à renúncia, a falta de Serra só comprova a sua qualidade. O efeito trampolim é uma bobagem: o próprio senador, para assumir o posto que almeja, terá que abandonar o cargo para o qual foi eleito pelos mesmos paulistanos de quem agora busca os votos. No segundo caso, seu, digamos, projeto substitutivo consiste em oferecer a toda população carcerária tratamento de saúde gratuito, comida boa, emprego garantido e dinheirinho na poupança. Ele está estagnado nas pesquisas. Com a campanha na televisão pode crescer. Precisa, contudo, encontrar culpados. Primeiro culpou o PT. Depois culpou Berzoini e a suposta falta de apoio do centro do partido a sua campanha. Agora, culpa os institutos de pesquisa. A culpa, vejam, jamais é dele. Suas propostas para São Paulo são uma baboseira sem fim. O que é bom ou foi copiado do adversário, como a idéia de duas professoras por sala, ou é projeto já em andamento, como as pequenas unidades de internação para menores infratores. O ilustre economista, que só reconheceu que o plano Real não era uma peça publicitária três anos depois de implementado, insinuou que há "complô" [dos institutos] na manipulação dos números para prejudicar PT. Mercadante em campanha é diversão pura. Assinantes do UOL podem ver matéria na íntegra clicando aqui.
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Estratégia do PT é espalhar seu mau cheiro para todos os lados para poder dizer que todo mundo cheira mal

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quinta-feira
O candidato a deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino Neto foi considerado anistiado político e vai embolsar R$ 100 mil

De acordo com portaria do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, publicada no Diário Oficial de hoje, Genoino receberá uma reparação econômica de caráter indenizatório de R$ 100 mil. A portaria do ministro tem como base o julgamento da Comissão de anistia ocorrido em abril passado. O nobre deputado que chorou como criança ao lembrar da suposta tortura sofrida por ele durante aquela época em que tentava instaurar o comunismo no Brasil, em recente entrevista concedida ao programa Roda Viva da TV Cultura, é o mesmo que é acusado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, de pertencer ao esquema do mensalão que era, nas palavras do procurador, operado por uma "sofisticada organização criminosa" comandada pelo PT. O procurador apontou o deputado cassado e ex-ministro José Dirceu como “o chefe do organograma delituoso” e três ex-dirigentes petistas - Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira - como integrantes do “núcleo principal da quadrilha”. Não é preciso lembrar quantas versões diferentes e mentiras foram disparadas pelo coitadinho para explicar o esquema de corrupção arquitetado por ele e o restante da cúpula do PT. Para ver a matéria na íntegra clique aqui. Vale lembrar também que o irmão do coitadinho é aquele cujo assessor foi flagrado com US$ 100 mil na cueca e R$ 100 mil em espécie numa maleta. Ele acusa as autoridades da época de tortura. As autoridades negam. Segundo Lula os mensaleiros [grupo que Genoino integra] também foram torturados. Não sei qual a concepção de tortura dessa gente. O próprio presidente recebe uma pensão vitalícia por ter ficado preso durante 30 dias. É o escárnio, é o escárnio.
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quarta-feira
Mephistópheles de GOETHE**
Johann Wolfgang von Goethe
Eu sou Mephistópheles. Mephistópheles, é o diabo. E todos vocês são Faustos. Faustos são os que vendem a alma ao diabo.
Tudo é vaidade neste mundo vão, tudo é tristeza, é pop, é nada. Quem acredita em sonhos é porque já tem a alma morta. O mal da vida cabe entre nossos braços e abraços.
Mas eu não sou o que vocês pensam. Eu não sou exatamente o que as Igrejas pensam. As Igrejas abominam-me. Deus me criou para que eu o imitasse de noite. Ele é o Sol, eu sou a Lua.A minha luz paira sobre tudo que é fútil: margens de rios, pântanos, sombras.
Quantas vezes vocês viram passar uma figura velada, rápida, figura que lhe darei toda felicidade. Figura que te beijaria indefinidamente. Era eu. Sou eu.
Eu sou aquele que sempre procuraste e nunca poderá achar. Os problemas que atormentam os Deuses. Quantas vezes Deus me disse citando João Cabral de Melo Neto: Ai de mim, ai de mim.
Quem sou eu?Quantas vezes Deus me disse: Meu irmão, eu não sei quem eu sou. Senhores, venham até mim, venham até mim, venham. Eu os deixarei em rodopios fascinantes, vivos nos castelos e nas trevas, e nas trevas vocês verão todo o esplendor.
De que adianta vocês viverem em casa como vocês vivem? De que adianta pagar as contas no fim do mês religiosamente, as contas de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU?
Todos vocês são Faustos. Venham, eu os arrastarei por uma vida bem selvagem através de uma rasa e vã mediocridade, que é o que vocês merecem.
As suas bem humanas insaciabilidade, terão lábios, manjares, bebidas.
É difícil encontrar quem não queira vender sua alma ao diabo.As últimas palavras de Goethe ao morrer foram: Luz, luz, mais luz!!
**Adaptação de Antônio Abujamra. Para ouvir, clique aqui.
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Sobre Debates

Os debates em televisão e rádio com os candidatos ao governo do Estado de São Paulo e à presidência da República, segundo consta na mídia, já estão marcados. Tenho lido lá e acolá que aqueles que não comparecerem são covardes, medrosos e até antidemocráticos. Confesso que não consigo ver onde está a atitude antidemocrática. Ora, antidemocrático seria impedir, sem justificativas plausíveis, um candidato de participar, mas nunca a escolha livre de um deles de não comparecer. Ademais, esses debates são muito pouco úteis para avaliar um candidato. Geralmente, a mídia proclama um vencedor. O critério não é o programático, como sabemos. Vence o candidato com melhor gogó, com mais habilidade com as câmeras ou com os microfones, enfim, o candidato com mais “presença”. A estratégias são velhas conhecidas. Os candidatos que estão atrás do primeiro colocado nas pesquisas se unem para atacá-lo e aí fica aquele jogo de perguntas indiretas para atacar o suposto favorito. Pura teatralidade. Não há dialética, pelo menos não aquela dialética aristotélica, honesta e cujo objetivo é buscar a verdade, mas apenas um jogo retórico, com ampla manipulação de números. Vence o candidato mais “ligado” nos estratagemas erísticos. Se eu fosse Lula ou Serra não participaria dos debates. Eles não acrescentam em nada no que diz respeito à informação e só servem para transformar os favoritos em alvos de manipulações e distorções. Que se faça a tal “desconstrução” da imagem dos candidatos no horário eleitoral. Não servir como instrumento para ser atacado pelos adversários não é prova de covardia, mas de inteligência.
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terça-feira
Delegado Rissio, crítico Feroz da Política de Segurança Paulista, é envolvido em novas denúncias
André Di Rissio, envolvimento com o crime organizado e tráfico de influência
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Alguém conhece essa mulher?
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segunda-feira
Berzoini cobra isenção: ele quer patrulhar a mídia, confundir e nivelar

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“a cada enxadada, uma minhoca”

Lula, no primeiro comício de sua campanha pela reeleição, em Recife, disse que a oposição deveria “lavar a boca” antes de atacá-lo. Se antes o PT arrogava para si o monopólio da ética e da moral, agora, se esforça para provar que é igual a todos. A militância histérica do partido sobrevive à custa de sofismas, o maior deles é o de que o grande número de casos (o termo “casos” foi um pedido do min das sanguessugas, Humberto Costa) de corrupção no governo Lula se deve há um aumento “incrível” das investigações. Bobagem. No que diz respeito a corrupção, como bem lembra Reinaldo Azevedo: “a cada enxadada, uma minhoca”.
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domingo
A imagem da semana
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Campanha de Mercadante segue: “VOLTA SERRA!”

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sábado
Os sites dos candidatos
Cristovam Buarque
Geraldo Alckmin ou simplesmente Geraldo, como mal preferiram os responsáveis pela campanha do ex-governador.
Heloisa Helena, logo de cara, a candidata surge com as crianças e um apelo materno: muito bom.
Lula
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Os petralhas cobram isenção
Pensa-se que distribuindo tapas e elogios para todos os lados se alcancará a isenção. Bobagem. Como ninguém é igual, nesse jogo, um lado estará sempre em vantagem.
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sexta-feira
O problema é o PT
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Ainda o vestibular da UFABC
CARTA ABERTA SOBRE MOVIMENTO GREVISTA NO ABC PAULISTA
São Paulo, 2 de abril de 1980
Mãe,
Tudo errado nesta greve dos metalúrgicos.
Ninguém ouviu as instruções do ministro do Trabalho? Alguém
entendeu que, para ser legal, é preciso que não haja incitamento,
isto é, que a greve seja espontânea?
Então aprendam rapidamente as regras do jogo.
Vamos dizer que você acorde de manhã e, vendo que não tem
café nem pão, resolve parar de trabalhar até ter o que comer.
Se calhar de os 150 mil metalúrgicos terem a mesma idéia, ao
mesmo tempo, na mesma hora, ficará caracterizada a greve
espontânea.
Mas, se o tom de voz usado for acima de 0,2 decibéis ou for
acompanhado por um cruzar de braços, ficará evidenciado o
incitamento.
Comunicar tal decisão através de folhetos, circulares, reuniões,
concentrações, utilizar megafones, apitos (...) é incitamento dos
baitas.
Sim! Desmaiar por fome ou mostrar dedos amputados por tornos
é incitamento justificável, mas que, devido ao seu grande
apelo, será o mais vigiado. (...)
Henfil
Henfil, Cartas da mãe. 1980.
Trata-se de uma prova de português. O vestibulando, como se pode observar abaixo, deve identificar se o texto é formal ou informal, se há uso coloquial ou não das expressões, observar as relações de sentido entre os termos etc. Para isso, poderia ser utilizado qualquer texto, mas o objetivo era mais cantar as glórias do líder da greve, que todos sabemos quem é, do que avaliar os alunos. Abaixo as questões 19 e 20.
19. É correto afirmar que, nesse texto,
(A) o tom coloquial é injustificável, pois cartas requerem
formalismo e tratamento respeitoso ao destinatário.
(B) a mãe é um destinatário de ficção, haja vista que, no
desenvolvimento, o autor faz referência a outros leitores
(“aprendam”, “você”).
(C) a frase é incitamento dos baitas consiste numa impropriedade,
pois é incompatível com o discurso coloquial
adotado como padrão pelo autor.
(D) predomina a oralidade do diálogo, porque o autor faz
perguntas e espera respostas da mãe, estratégia própria
da língua falada.
(E) a figura do emissor (Henfil) assume objetividade no tratamento
do tema, adotando linguagem emotivamente
neutra.
20. Observe as passagens:
Comunicar tal decisão através de folhetos.
Desmaiar por fome.
Mostrar dedos amputados por tornos.
Nelas, os trechos em destaque expressam, correta e respectivamente,
circunstâncias com sentido de
(A) meio; causa; instrumento.
(B) meio; modo; finalidade.
(C) finalidade; causa; modo.
(D) modo; tempo; lugar.
(E) finalidade; modo; lugar.
Para ver a prova na íntegra: clique aqui
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quinta-feira
Reeleição de Lula e "esquerdismo" no Vestibular
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Não foi dessa vez

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Sanguessugas: esqueceram de quem está do outro lado do balcão?

A lista de envolvidos na máfia das sanguessugas pode chegar a 105 nomes. O vice-presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE) defende a divulgação de todos. Apenas 57 foram divulgados até agora. Trata-se da 2ª parcela, como já afirmava este blog. Para ver a matéria, clique aqui. Muitos colegas e não colegas, principalmente, tem feito uma certa histeria porque na primeira lista não há petistas envolvidos. Ora, em algum momento este blog insinuou envolvimento de parlamentares petistas no esquema? Os colegas esqueceram de que o PT está do outro lado do balcão? Ah, para constar apenas, há sim, na 2ª lista, parlamentares petistas.
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PT vai "fiscalizar" blogueiros
Valter Pomar, Secretário do PT
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Brasil reconhece terrorista como refugiado
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quarta-feira
A imagem da semana
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Crescem chances de 2º turno
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Heloísa Helena condena o socialismo

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terça-feira
"Bomba" parcelada. Primeira lista dos investigados é divulgada
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Fuga da Realidade: petista nega depredação do Congresso
Na primeira entrevista depois que deixou a prisão, o líder do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), Bruno Maranhão, negou que o movimento tenha invadido e depredado a Câmara Federal em junho. Maranhão acusou a "direita" de deturpar a ocupação na Câmara e responsabilizou o que chamou de "quarteto golpista" por politizar o ato. Foi o comunista Aldo Rebelo que ordenou a prisão de todos. Disse ainda que não acha “que o Congresso foi quebrado”. Petista é mesmo tudo igual: diante do óbvio e do flagrante, a negação. Sobre a sua participação no processo eleitoral, afirmou: “não só vou apoiar [Lula], como serei um dos soldados da reeleição". Para ver a matéria completa, clique aqui. Cada palavra de Maranhão em defesa de Lula é um ponto para a oposição. Onde está o tucano Geraldo Alckmin?
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Livres com a ajuda do Governo
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A "bomba" vem? Depende do ministro do STF, Gilmar Mendes

O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), disse que os nomes dos 57 parlamentares acusados de envolvimento no esquema de compra superfaturada de ambulâncias serão divulgados na tarde desta terça-feira. Os nomes não foram divulgados ainda, pois o processo corre em segredo de Justiça. Para ver a matéria completa, clique aqui. Recentemente, neste blog, escrevi que vinha bomba por aí. Vem, se o ministro Gilmar Mendes entender a necessidade da divulgação.
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segunda-feira
MUITO BEM SENADORA!
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Movido a Voto
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Israel, terrorismo, direito a existência e dever moral
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domingo
As muitas faces de um candidato em: Aloizio Mercadante.
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sábado
O que eles querem?

O que querem aqueles que controlam o PCC? Façamos a pergunta elementar dos investigadores de polícia: quem ganha com essas mortes aleatórias de policiais, que fazem lembrar os métodos da SS nazista? Qual é o alvo principal das arruaças criminosas, que certamente não é a pessoa dos mortos? Com essas perguntas na cabeça é que decidi escrever este artigo.
Não posso acreditar que homens aprisionados, sob o jugo do regime disciplinar diferenciado, venham a ter poder de mobilização maior fora das prisões e mesmo dentro delas. Fere a minha inteligência aceitar uma hipótese desta. Creio que o poder real que é atribuído a esses atores está fora das grades e seus detentores dispõem de conhecimentos superiores, seja de organização, seja de operações militares, pois o que está em curso é uma guerra de guerrilha contra o poder constituído no estado de São Paulo. Se, de fato, a polícia acredita que os comandantes dos atentados são os prisioneiros devo dizer que estão enganados.
Encurtando a prosa: o verdadeiro alvo desses atos de violência é a candidatura de José Serra ao governo do estado de São Paulo. Se os analistas já dão como favas contadas a derrota de Geraldo Alckmin, algo que ainda pode mudar, assim espero, também não duvidam em prever a vitória do candidato do PSDB ao governo de São Paulo. A única maneira de dar chance a seu adversário, o candidato do PT, é esse esforço desesperado de destruir a segurança pública, pondo em pânico toda a população do estado e ligando a desordem estabelecida ao candidato da situação.
Vale o antigo bordão: é elementar. Basta que se juntem os pontos que a figura da estrela vermelha de cinco pontas fica formada em sua inteireza. Penso que é tão óbvio o que se passa que as pessoas resistem em chegar às conclusões.
Recordemos alguns fatos. O partido de Lula foi acusado de receber dinheiro sujo para a campanha eleitoral de várias fontes: do mensalão de Marcos Valério, das FARC, de Cuba, de Chávez. Não sei se algo foi comprovado ou não, mas as acusações tiveram ampla cobertura da imprensa. Também vimos que personalidades do partido estão arroladas nos processos de apuração das mortes de Celso Daniel e de Toninho do PT, antigo prefeito de Campinas. Então, sabemos que escrúpulo não é uma virtude que a cúpula do PT possa ostentar. Não tem nenhum.
De outra parte, apenas o estado de São Paulo tem sido objeto desse surto terrorista, acompanhado da sedição das populações encarceradas. E os alvos são sempre autoridades estaduais, jamais as federais. Um viés notável que não escapa ao observador atento.
Certamente esse conjunto de acontecimentos já foi devidamente filmado e editado para ser utilizado na campanha eleitoral contra José Serra. Talvez já tenham material bastante, talvez não. Não tenho certeza de que os estrategistas desse plano nefando terão sucesso, podendo até reverter em bumerangue contra eles, na medida em que as ações policiais têm sido duríssimas e a vida daqueles que ousam enfrentar as autoridades de armas em punho tem sido curta. É de se perguntar se o estoque de guerrilheiros suicidas, os bandidos que assassinam policiais, já não se está esgotando, mas o fato é que a população paulista tem apoiado o uso continuado da força pela polícia na contenção dos malfeitores. A patota petista ligada à chamada causa dos direitos humanos não ousou levantar a voz porque não há ouvidos para ouvir. Os paulistas anseiam pelo restabelecimento da ordem. A ROTA está nas ruas como há muito eu não via.
A conclusão se impõe: só há um ganhador com todo esse processo. Não preciso dizer o nome, todos já sabem quem é. O que eles querem? Simples: ganhar as eleições em São Paulo.
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Máfia das Sanguessugas: Vem Bomba por aí
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Pobreza, miséria e a aflição. Com Lula, eis o futuro que nos espera. O governo fanfarrão, incompetente assemelha-se muito com as duas principais figuras na cena acima: um vendedor de bebidas, que mais bebeu do que fez negócios e, principalmente, a mulher, com os peitos expostos e a sorrrir explicitamente, larga a sua criança, que cai sobre os trilhos do pavimento abaixo. O deleite que é seguido pela irresponsabilidade e a morte.
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Heloísa Helena: errada, mas coerente

Eu já havia demonstrado surpresa com as posições defendidas pela senadora, por exemplo, quanto ao aborto. Ela é contra. Não caiu, como se vê, na lorota defendida pela esquerda festiva fiadora do feminismo mundial. A senadora demonstra, cada vez mais, ser a senhora de suas próprias convicções. Eu não concordo com ela em muitas coisas, mas inegável sua honestidade intelectual. Deve crescer nas pesquisas. Para isso, contudo, deve ser cuidadosa com a forma como se expressa. Na TV, como bem observou César Maia, tem sido um tanto quanto agressiva, o tom de voz muito alto, na TV, passa arrogância, e isso pode afugentar possíveis eleitores. HH terá pouco tempo para transmitir suas idéias no horário eleitoral, aliás, pouco tempo é uma ofensa, ela praticamente não terá espaço. Deve, por isso, aproveitar ao máximo aquela "agenda dos candidatos" do Jornal Nacional da Rede Globo. Se não ficar brigando com os microfones, dialogará com maior credibilidade com o público.
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Alô, oposições: na batalha, é preciso distinguir-se dos inimigos
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Mercadante e o "cofrinho"

Enquanto pede a cabeça do secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, Saulo Castro de Abreu Filho, o candidato petista ao governo do Estado de São Paulo segue firme na defesa do que chama de plano de segurança para São Paulo. Trata-se de dar aos "coitadinhos" (=bandidos) uma poupança. Isso mesmo, o candidato que desaprova a política de segurança pública dos tucanos, mas que se cala quanto aos bandidos, concorda com Marcola: é preciso aliviar para os bandidos. O senador que deu uma rasteira nos paulistas promete implementar a política dos "cofrinhos" no sistema penitenciário paulista. É um humanistóide, com certeza.
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sexta-feira
Para ministério, Força Nacional de Segurança não evita ataque

Reportagem da Folha de São Paulo desta sexta-feira confirma o que vinha sendo “dito” por este blog há semanas: a tal “ajudinha” de Lula em nada poderia colaborar. “A situação vivida por São Paulo não exige a participação da Força Nacional de Segurança Pública, nem sua presença conseguiria evitar novos atentados ou apresentar mais resultados do que a própria Polícia Militar paulista. Essa é a avaliação interna do Ministério da Justiça, apesar do discurso oficial de que a FNS está disponível para o Estado”, é o que diz a reportagem, que pode ser lida clicando aqui.
A avaliação interna, e técnica, não seria necessária para constatar tal obviedade. Desde sempre, essa inexistente “Força Nacional” é tão somente um agrupamento de policiais oriundos de diversos estados para servir de peça publicitária. Ela é sacada pelo governo federal toda vez que uma crise na segurança pública eclode em alguma parte do território nacional. No caso de São Paulo, Lula e o advogado do PT usaram e abusaram do recurso para se descolarem da crise. Pelo que se vê nas pesquisas, ainda bem, não lograram êxito. Em sua página na Internet, denominada “Conversa Afiada”, mas que não passa de conversa fiada, Paulo Henrique Amorim promoveu uma verdadeira campanha contra a recusa do governador Cláudio Lembo a oferta do governo federal. Claro que o fez naquele seu estilo descontraído, humorado e típico de bom moço. Será que voltará a tocar no assunto, explicitando que o próprio Ministério da Justiça reconhece que a tal FNS em nada poderia ajudar São Paulo? Creio que não.
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quinta-feira
Reportagem da Folha de S. Paulo ratifica opinião deste Blog
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PT, PCC, PSDB e escolhas

Um colega me dizia que o PSDB é o culpado por tudo o que estava acontecendo em São Paulo. Disse que ele tinha razão. Ora, qual é o alvo indireto (já que sabemos que os diretos são as bases da polícia militar, bancos, supermercados, ônibus etc) dos ataques? A resposta pode ser encontrada se solucionarmos uma outra questão: qual o estímulo ou a razão para os ataques? A polícia paulista trabalha com duas hipóteses: a) uma represália à prisão de um dos líderes do PCC ou b) uma resposta à suposta lista de 40 bandidos ligados ao PCC que poderiam ser transferidos para o Paraná. No que diz respeito a lista, não vejo a menor possibilidade, já que ela foi publicada pela mídia depois dos ataques terem iniciado. No que diz respeito à prisão, também não vejo uma razão fundamental. Quando o principal líder da facção criminosa denominada PCC foi preso, não houve manifestações desse tipo, nem sequer rebeliões. Por outro lado, não é tese, mas fato, que o governo do PSDB aumentou muito o combate ao crime organizado. Não o desmantelou, é verdade, mas também é verdade que jamais o faria sem o apoio do governo federal, ao qual incumbe a repressão e prevenção do tráfico de entorpecentes e contrabando de armas, a defesa e fiscalização de fronteiras etc. São Paulo tem a maior população carcerária do país, cerca de 50% do total. Em 1995, eram 55 mil presos, hoje, cerca de 130 mil. A população de presos mais que dobrou. Os seqüestros, outra importante fonte de recursos do crime organizado, despencaram e, dificilmente, a competente polícia paulista deixa de resolver os casos desse tipo. São Paulo também tem a maior e mais bem preparada polícia do país. São cerca de 100 mil homens. Não é bem paga, é verdade, porém, não se nega sua qualidade, eficácia e efetividade. Não nos esqueçamos do RDD – Regime Disciplinar Diferenciado, que começou nas penitenciárias de São Paulo e vem se transformando em regime nacional. Não são poucos, portanto, os motivos para o crime organizado querer interferir nas disputas eleitorais deste ano. Ora, não foi exatamente isso o que aconteceu na Espanha? Alguns leitores têm criticado o que chamam de “defesa daqueles que não foram competentes para impedir os ataques”. Não vejo sob esse prisma. Em qualquer lugar do mundo seria difícil impedir ataques esporádicos em território tão amplo. De qualquer maneira, ainda que fosse assim, Lula é o criador do PT do mensalão, do PT das Sanguessugas, do PT de Delúbio Soares, do PT de Silvio Pereira, do PT de Marcos Valério, do PT de Bruno Maranhã, do PT do MLST e do MST, do PT de Santo André, do PT das testemunhas e demais envolvidos no caso Celso Daniel, do PT de Jilmar Tatto (foto acima), o ex-secretário de transportes de São Paulo, da gestão Marta Suplicy, que responde a inquérito policial por fazer infiltrar nas cooperativas paulistas de perueiros o PCC de Marcola. O crime organizado quer interferir nas eleições e está clara para os brasileiros qual sigla partidária ele não quer no Palácio do Planalto. Minha escolha ficou mais fácil: escolha o lado oposto ao defendido pela bandidagem.
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quarta-feira
Segurança Pública. Dados e Fatos
DESÍDIA FEDERAL- Levantamento feito no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) mostra que, entre 2002 e 2005, os investimentos do Orçamento Geral da União em segurança pública, corrigidos pelo IGP-DI, caíram 44%. O caso de São Paulo é escandaloso.
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Um leitor anônimo, um leitor que pensa

"A degradação cultural e moral está se manifestando de forma particularmente perversa no Brasil. Uma de suas conseqüências é a inversão de valores, a incapacidade de distinguir o certo do errado. Outras são: o nivelamento por baixo, o fascínio com a transgressão, o desprezo por qualquer forma mais elevada de arte e cultura e o desrespeito com as normas básicas daquilo que é chamado de civilização. O processo brasileiro de decomposição não tem parado de se ampliar, pois fermento e catalisadores vêm sendo jogados no caldeirão ininterruptamente, em adição aos ingredientes principais: a inoperância do judiciário, a corrupção do legislativo e, agora também, a anomia do executivo. A juventude que, no passado - com percepções políticas corretas ou incorretas, mas certamente com motivações idealistas - utilizou sua energia para lutar por um país melhor, está acéfala, muda e resignada (embevecida com as drogas?, ou com o último lançamento da moda?). A partir de 11 de maio, com o reforço dos incidentes de 12 de julho em S.Paulo, já temos a nossa Noite de Cristal, incitada por Marcola (como fez Goebbels na Alemanha). Temos também as nossas tropas de assalto – as SA, lideradas por Maranhão e Stedile (como fez Röhm). E também a crescente satanização da elite “branca”, vocalizada por políticos e intelectuais de esquerda (e também de direita, como Lembo), jogando a culpa da desigualdade e do crime “naqueles que há décadas espoliam o povo e lhe subtraem o direito a uma vida melhor”. No comando deste espetáculo grotesco, apesar de nunca ver ou saber o que se passa, o grande sábio de Garanhuns, aquele que descobriu o novo Brasil, inventou a energia hidroelétrica no Palácio da Alvorada, garantiu três refeições por dia para cada brasileiro e aprimorou o serviço de saúde no Brasil a ponto de deixá-lo à beira da perfeição. E fez, como ainda fará, tantas outras maravilhas, que em quatro novos anos – se os inimigos do povo não o impedirem – transformará o país no objeto do mais delirante sonho de grandeza, justiça social, desenvolvimento e respeitabilidade internacional.Para realizar este projeto grandioso, a eminência de Garanhuns contará, como já contou, com uma equipe composta pela mais fina nata do saber técnico e político: deputados classificados como quadrilheiros, ex-ministros afastados por improbidade administrativa, mensaleiros e oportunistas de plantão, compadres, companheiros, intelectuais da USP, advogados renomados por encontrar brechas nas leis, ex-terroristas absolvidos e indenizados por seus deslizes nos anos de chumbo e outros luminares especializados em garantir um influxo constante e crescente de receitas “não contabilizadas” para o partido do governo.O que esperar num ambiente desses? Para que encorajar os jovens a serem corretos e honestos, se por aqui prevalece o golpe e a esperteza. Para que estimular as pessoas ao hábito da leitura, se o exemplo que vem de cima é o do vitorioso semi-analfabeto e inculto. Para que insistir na importância da verdade, se os que comandam o país mentem despudoradamente e sistematicamente e todos fingem neles acreditar?Será que a epopéia irá terminar como o conto de Isaac Bashevis Singer, O Cavalheiro de Cracóvia (47 Contos, Cia. Das Letras): “Uma nova cidade surgiu. Os velhos morreram, os túmulos do cemitério se desmancharam e os monumentos aos poucos afundaram. Mas a história, assinada por testemunhas fidedignas, ainda pode ser lida no pergaminho da crônica”.
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Lula, que dorme há três anos e meio, diz que São Paulo precisa acordar
"El demagogo" de José Clemente Orozco
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segunda-feira
Um colega concorda com a "Poupança" para os detentos
Um colega discordou dos meus comentários sobre as propostas do candidato petista ao governo do Estado de São Paulo. Seus comentários estão logo abaixo, em itálico, seguido dos meus.
"Jura que vc discorda do que o Mercadante disse?Por isso que o Lembo declarou que a elite branca "má",da qual vc claramente faz parte,tem que abrir a bolsa e dividir.Do contrário,caro colega, a situação só piorará.O que o Serra falou procede,mas a premissa está no que o Mercadante disse.Se vc deixa o cara como um animal lá dentro,uma hora ele vai sair.Ai,encontra um "alemãozinho bonitnho estudante do Mackenzie",o rouba e o mata sem dó.Mesmo que vc tenha a polícia equipada que o Serra propõe ao seu dispor,não terá tempo de se defender.Será possível que vc não consiga enxergar isto?Outra coisa,vc não pode generalizar dizendo que "bandido é bandido"...E coisas do tipo.Há inúmeras situações que levam uma pessoa a cometer um crime.A principal é a desigualdade,pois enquanto vc estuda no Mackenzie,viaja nos finais de semana,outros não tem sequer o que comer!Já sei:vc é um sujeito que sempre estudou,se esforçou e por isso deve ser recompensado com sucesso,dinheiro ect..Acontece que você teve oportunidade!A maior parte da população não!Uns se conformam,outros não!Por isso,aproveite bem as coisas que vc dispõe,as oportunidades que vc tem,pq mais hora menos hora,um destes caras que vc vê como lixo,estará na sua frente,empunhando uma arma.Vc não terá nem a mamãe,nem o papai ,nem o José Serra e sua tropa armada até os dentes por perto.Ai meu amigo,ele trasnformará toda a raiva que vc sente por ele em sangue...Vc o queria amontoado num lugar horroroso pq um dia ele teve que roubar,ele quer sua alma! Deseje ao próximo, o que quer que ele deseje a você!Por isso,devemos lutar pela igualdade!Pelo amor!Só assim,poderemos ter uma sociedade harmoniosa.Só assim,poderemos todos viver em paz!"
Sim, discordo da solução apontado pelo candidato. O problema é outro. A afirmação do governador, além de racista, é uma bobagem sem tamanho e procura transferir às vítimas a culpa pela delinqüência. Detalhe: não é a elite quem mais sofre com a violência, mas os pobres, que não podem pagar por segurança. O que Serra disse é totalmente diferente do que falou Mercadante, mas não deixa de ser interessante você dizer que as conclusões a que chegou o candidato tucano passam por premissas lançadas pelo petista. Na prática, Mercadante teria sido mais profundo porque disse pouco e de forma mais abrangente. Não concordo com generalizações. Você disse que o aumento da desigualdade está relacionado com o aumento do crime e eu digo que o aumento do crime provoca ainda mais desigualdade. Ademais, a impunidade é a grande vilã desta velha crise da segurança pública no país, mas fugi do assunto porque não estamos falando do que gera o crime, mas das constantes rebeliões promovidas em São Paulo a pedido do PCC, do terrorismo que promove a organização criminosa. Quem fizer uma retrospectiva das pautas das reivindicações dos detentos irá observar que elas estão longe de denunciar um tratamento desumano nos presídios. Em 2001, por exemplo, chegou-se à insurgência por causa da obrigatoriedade do uso de uniformes. A verdade é que não há uma pauta de reivindicações. Quando muito se denuncia uma suposta repressão, mas nada há de concreto. Quanto à pobreza gerar crime, mais uma vez saindo do assunto, discordo e ainda aponto o preconceito da expressão: a impunidade entre os criminosos lá de cima é ainda maior no Brasil. Polícia bem equipada é uma obrigação administrativa. Eu quero é punição para aqueles que destruírem as penitenciárias, para aqueles que portarem celulares, para aqueles que desafiarem as autoridades públicas promovendo o terrorismo urbano e colocando a sociedade em permanente estado de pânico. Sempre que se fala em crime e criminosos, somos induzidos pelos sociólogos basbaques a ver os coitadinhos como vítimas e a nós mesmos como culpados. Ora, não visto mesmo a carapuça. Não sinto raiva de ninguém. Não saio por aí destruindo nada e nem matando pais de família. O incrível é que você diz que a suposta raiva que eu sinto por ele, o desfavorecido, será transformada por ele em sangue. Eu, o cidadão raivoso, serei morto e o meu assassino, o injustiçado, será recompensado com comida e medicação gratuita, curso profissionalizante, emprego garantido e dinheirinho na poupança. Em pouco tempo veremos a formação de um novo movimento: MSP – o movimento dos sem presídios. Não sou a favor de que os presos sejam tratados com indignidade, se é o que você pensa, mas não posso aceitar que a resposta à impunidade reinante seja dada nestes termos propostos pelo candidato petista. Sou a favor da paz e não foi outra coisa que escrevi aqui.
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domingo
Mercadante propõe “Poupança” para resolver o problema da segurança.

Na folha de São Paulo deste domingo os dois candidatos ao governo do Estado de São Paulo melhor colocados nas pesquisas falaram sobre os seus planos de governo para a área de segurança pública, notadamente no que diz respeito às políticas para a administração penitenciária. Para ler as matérias clique aqui e aqui.
O candidato do PT, Mercadante, além de propor melhorar a alimentação dos presos (os coitadinhos estão muito fracos, suponho) e intensificar a distribuição de remédios, falou em dar um melhor suporte aos agentes penitenciários, mas não deixou claro sobre o tipo de suporte a que se referia. O candidato promete, ainda, fazer com que “todos os presídios sejam industriais, com cursos profissionalizantes”, e ainda estabelecer a formação de poupança para os detentos. A lógica do senador que deu uma rasteira nos paulistanos é a seguinte: cometeu crime?, tratamento de saúde gratuito, comida boa, emprego garantido e dinheirinho na poupança. O candidato José Serra, do PSDB, também falou sobre seu plano de governo para a área. Além de defender a realocação de presos segundo o grau de periculosidade, fomento dos já existentes centros de ressocialiazação e centros de detenção provisória, o candidato tocou no centro nervoso do problema: a legislação. Falou sobre a necessidade de se aprovar uma legislação que puna o preso que participe de motim ou use celular. Também cobrou a necessidade de o governo federal assumir sua responsabilidade no combate ao crime organizado. Sobre os agentes penitenciários falou sobre a necessidade de “fornecer coletes à prova de bala, armas, mais treinamento, proteção nos lugares mais críticos, inclusive no transporte”. Serra lembrou que "por lei federal, de 2003, foi reduzido para 360 dias o período de internação do preso sob o regime de segurança máxima", e que a mesma lei retirou da autoridade penitenciária a competência para decidir sobre prisão em regime especial: "A internação do principal líder do PCC havia sido pedida em janeiro e até maio a autorização judicial não tinha sido dada". A dimensão da culpa da legislação federal para a crise de segurança ficou clara quando disse “no Brasil, nada acontece ao preso que participar de motins; nos EUA, o preso pode ser obrigado a cumprir toda a sentença em RDD. Não é crime, no Brasil, presos usarem celulares. No Texas, pode aumentar a reclusão em até dez anos". "No Brasil, prende-se em excesso e afrouxa-se em excesso com o crime organizado, devido, em grande parte, à legislação”. Fica cada vez mais claro que o eleitor deverá decidir entre o trololó sociológico e as medidas firmes e duras na execução das penas.
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sábado
López Obrador descarta aliança com Calderón e o acusa de fraude

"O esquerdista Andrés Manuel López Obrador descartou hoje participar de um eventual Governo de coalizão proposto por seu rival, Felipe Calderón, e acusou as autoridades mexicanas de terem cometido "fraude" nas eleições presidenciais". Para ver a matéria completa clique aqui
Nada mais previsível. Terminada a apuração dos votos que sagrou Calderón vencedor, o candidato esquerdista, López Obrador, iniciou a sua campanha para derrubar a já delicada democracia mexicana. Como faz todo esquerdista cara de pau, a pretexto de defender a democracia, denunciando uma fraude que não existiu, Obrador acusa o PAN (partido do rival) e as autoridades mexicanas de terem cometido fraude nas eleições presidenciais. É claro que estaria a enaltecer as instituições democráticas se estivesse no lugar de Calderón. Obrador disse ainda que “o PAN não só aprendeu rapidamente as táticas fraudulentas do Partido Revolucionário Institucional (PRI), como as superou". É a hipérbole do cinismo. O PRI era o partido de López Obrador antes dele fundar o PRD com outros dirigentes de esquerda e que governou de maneira ininterrupta no México entre 1929 e 2000. Embora dificilmente Obrador consiga mobilizar o México no sentido de anular as eleições, certamente criará muitas dificuldades para o novo governo. E o povo, que ele julga defender, é que pagará o preço.
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Lord Acton: um verdadeiro defensor da verdadeira liberdade

“... a liberdade não é o poder de fazer o que queremos, mas o direito de ser capaz de fazer o que devemos”. (Lord Acton)
Da Liberdade
Antes mesmo de falar sobre liberdade pessoal, é preciso pensar a liberdade, o que ela é. Assim como o eminente historiador inglês John Emerich Edward Dalberg Acton (Lord Acton), diversos pensadores, filósofos e políticos foram militantes da causa da liberdade no século XVIII e XIX. Um conjunto de ensaios, trabalhos, teses, manifestos e cartas foram escritas em defesa dos direitos individuais contra o avanço dos poderes estatais e do arbítrio das massas. Dizia o referido professor régio de história moderna da Universidade de Cambridge que a liberdade não é um mero arranjo social recomendado pela conveniência, mas é, ao contrário, “o mais alto ideal do homem, o reflexo de sua divindade”.
Por séculos o mundo tem se dividido por conceitos rivais de liberdade. Na prática faz muita diferença se a liberdade consiste em fazer aquilo que se quer ou aquilo que deva ser feito. Nesse sentido, podemos entender a liberdade em dois planos: o da natureza e o das pessoas. No plano natural a liberdade é entendida como a ausência de constrangimento físico, sem o que não seria possível que as coisas realizassem o que é da sua essência. Assim,
“um balão de gás sobe livremente quando nada o obstrui; uma pedra cai livremente quando nada a impede. Um cachorro é livre se lhe é tirada a coleira e pode seguir os seus impulsos”.
No plano das pessoas, a liberdade requer, além da ausência de constrangimento físico, a ausência de compulsão psicológica. Nesse sentido, a liberdade estaria limitada até o ponto em que o instinto ou a paixão compele o indivíduo a agir de certa forma. Assim é que as pessoas podem ser levadas a fazer ou deixar de fazer algo motivadas por uma recompensa ou pelo medo da dor, do castigo. Trata-se, diferente do que se pode imaginar, de o ser humano ser refém dos seus instintos naturais ou de seus apetites. “Incapazes de fugir do determinismo do instinto ou do apetite, podemos ser forçados a agir por ameaças e promessas”.
Alguns, precocemente, poderiam dizer que a liberdade significa poder agir segundo os seus próprios instintos sem que haja empecilhos, impedimentos. Trata-se de uma concepção apenas externa da liberdade, vale dizer, natural. O homem que é incapaz de fazer escolhas, deixando-se levar pelos instintos e apetites, na verdade, não é um homem livre, pois prisioneiro de seus próprios impulsos. Por outro lado, se as escolhas fossem tomadas prescindindo de motivos, se fossem completamente arbitrárias, perderiam completamente o sentido, em última análise, a liberdade seria impossível. É por esse motivo que somos educados a escolher o que é digno e bom de ser escolhido. Não se trata de impor escolhas, mas de prestigiar aquelas das quais decorra a paz social e o crescimento espiritual de quem as faz, ademais se consinto com a atração (a uma ou outra escolha) é porque a minha razão a aprova. Michael Polanyi (1981-1976), o grande filósofo da ciência, diz:
“Ao passo que a compulsão pela força ou pela obsessão neurótica exclui a responsabilidade, a compulsão por um propósito universal estabelece a responsabilidade (...) a liberdade da pessoa subjetiva fazer o que lhe agrada é regida pela liberdade da pessoa responsável agir como deve”.
Da Liberdade Pessoal
Até aqui pensamos sobre a liberdade em si mesma até chegarmos ao indivíduo livre. Nada tecemos acerca da sociedade livre. Só podemos conceber uma sociedade livre se os indivíduos que a compõe são dotados de direitos inalienáveis. Ora, se as pessoas fossem dotadas apenas de direitos conferidos pelo Estado ou pela sociedade, eles poderiam ser retirados pelo poder humano e o caminho estaria aberto para a tirania, o totalitarismo, o qual imporia os interesses de uma determinada pessoa ou grupo ao restante da sociedade.
Se por um lado há que se reconhecer a existência de direitos inalienáveis (naturais), por outro, é condição para um povo livre a participação de seus membros na elaboração das leis que os regem. Há que se possibilitar aos membros de uma sociedade a possibilidade de questionar as leis (atos de comando) que limitam as suas ações, o seu progresso. A lei, na sua mais profunda finalidade, consiste mais em limitar o arbítrio e furor do Estado do que cercear a liberdade individual. Posto isto, não se fale que, numa defesa puramente política de liberdade, é dado aos indivíduos, enquanto sociedade constituída, o direito de instituir a escravidão ou adotar uma forma de governo totalitária, ou seja, a liberdade duradoura requer o consenso, requer a democracia, mas ela deve estar baseada numa verdade transcendente, vale dizer, em direitos indeclináveis e inalienáveis, direitos que nem mesmo aos próprios indivíduos é dado deletar.
O homem que vive só está condenado a uma espécie de prisão. A convivência, a vida em sociedade é mais do que uma expressão da liberdade, de uma escolha, mas está dentro mesmo da sua essência, da sua razão de ser.
Há quem entenda que a vida em sociedade nos impõe determinadas regras de convívio, muitas vezes limitando nossa liberdade, sempre tendo como preocupação maior a manutenção do equilíbrio do corpo social e o respeito ao direito de nosso semelhante, dado que infelizmente o ser humano é dotado de momentos de insensatez e, em conseqüência, pode se tornar um desagregador dos interesses e da paz social por meio de atitudes funestas. Entendemos, porém, diferente. A vida em sociedade decorre da liberdade, pois não há liberdade na solidão. Ora, se não há liberdade, como no caso de governos totalitários, então não há que se falar em sociedade, mas de caos social.
Um dos benefícios do treinamento e da disciplina é aumentar nossa zona de liberdade interna. Pela educação e exercício desenvolvemos a motivação e o caráter que nos permitem resistir as pressões físicas e, especialmente, às psicológicas. Alguns aprendem a passar longos períodos sem dormir, a abster-se de comida, a suportar intensa dor física sem abandonar a sua resolução. Tais pessoas têm uma liberdade maior do que as outras, pois possuem uma maior zona interna de autodeterminação.
Não nos parece correta a afirmação, portanto, de que as regras de convívio que se preocupam com a manutenção do equilíbrio do corpo social limitam a liberdade, pois se o objetivo das normas é desestimular as condutas que levam a desarmonia social, então, o que temos, em primeiro lugar, são indivíduos levados por instintos, impulsos, utilitarismos ou prazeres individuais pequenos e não homens livres, e se não são livres não há liberdade a ser limitada ou mitigada, e, em segundo lugar, as regras não constituem um obstáculo, uma imposição física a ação, mas em uma desaprovação a ela, que se consumada pode desencadear conseqüências jurídicas. Assim, não se trata de limitação a liberdade, natural ou pessoal, mas de assegurá-la aos indivíduos e, por conseguinte, assegurar a própria sociedade.
A norma, em si mesma, não constitui uma objeção física a conduta. Assim, a norma não limita a liberdade natural, vale dizer, aquela que se entende pela ausência de constrangimento físico. No que diz respeito a liberdade no seu plano mais alto, o pessoal, a norma consiste na reprovação, que pode ser moral ou não, a determinada(s) conduta(s). Nesse sentido, ela não impõe, no seu mais estrito entendimento, a escolha por uma ou outra conduta, posto que o indivíduo pode consentir com a reprovação ou não. A norma não limita a liberdade de escolha, mas, em última análise, revela o que é bom ou digno de ser escolhido, ou melhor, o que não é. Traduz-se, como se vê, numa reprovação.
As condutas reprovadas pelas normas elaboradas em uma sociedade são aquelas que derivam de um cerceamento da própria liberdade, seja porque o indivíduo que as adota fora levado por impulso, seja porque fora arbitrário e a escolha por elas tenha prescindido de motivos sociais.
O objetivo do direito é a garantia da liberdade mesmo quando ele prevê, para quem o desrespeita, uma pena “privativa de liberdade”. A restrição a liberdade, a que se refere principalmente o direito penal, é a liberdade natural e não pessoal, posto que não se é retirado do indivíduo a liberdade de escolha, mas, por um lapso de tempo determinado, é colocado ao indivíduo constrangimentos físicos a certas condutas que o indivíduo pretenda adotar por escolha ou não. A liberdade, com o cárcere, é, assim, mitigada ou limitada, mas não totalmente retirada do indivíduo.
Arnaldo Quirino de Almeida entende que a liberdade pessoal sempre foi um dos atributos mais importantes do Homem. O autor considera que toda a formação da Ciência do Direito sempre teve como uma de suas bases a proteção da liberdade pessoal. “É da natureza do homem nascer livre”, diz. Todavia, observa o professor Quirino, essa liberdade parece não ser absoluta, já que como membro de uma sociedade civilizada é natural que a mesma seja restringida em determinadas situações, previamente firmadas pelo corpo social; essa restrição a liberdade pessoal é um mau necessário para que haja equilíbrio e respeito aos direitos de cada componente da sociedade considerada, e assim, impossibilitando que fiquemos a mercê de arbitrariedades ou escravos do mais forte.
Entendemos, com todo o respeito ao nobre professor, que a liberdade pessoal não fica restringida em nenhuma situação nas sociedades. No que diz respeito ao homem, que é um ser racional, aquele que tem as suas ações orientadas pelo impulso ou pelo utilitarismo não é livre, mas prisioneiro dos seus instintos primitivos ou de suas ambições. Assim, o que há é a proteção dos indivíduos contra o arbítrio que encontra espaço para se manifestar na liberdade natural e não pessoal. A restrição a liberdade pessoal só existe no totalitarismo, no despotismo, povos nos quais não há sociedade, mas caos social e medo.
A filosofia de Hayek se fundamenta na consideração da liberdade como entidade inseparável da responsabilidade.
“Liberdade não apenas significa que o indivíduo tem a oportunidade e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de escolher. Também significa que deve arcar com as conseqüências de suas ações, pelas quais será louvado ou criticado”.
Vemos que o pensamento de Hayek vai além da consideração pequena de liberdade, na qual se incluiria a liberdade de agir sem limites, fazendo incluir na sua essência a noção de responsabilidade, portanto, de razão. Este elemento na liberdade dá razão a separação entre a liberdade pessoal, pensada, refletida e entendida como condutas que decorrem de escolhas motivadas pelo digno, pelo bom, diferente da liberdade natural, entendida como condutas que derivam do instinto, da impulsão, do irracional ou da escolhas motivadas pelo não digno, pelo mau.
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