quarta-feira
domingo
“Liberdade não apenas significa que o indivíduo tem a oportunidade e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de escolher. Também significa que deve arcar com as conseqüências de suas ações, pelas quais será louvado ou criticado”.( Friedrich Hayek )
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A imagem da semana
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Alô Gonzáles: na política, “fair play” é cartão vermelho.


O estilo cordato de Geraldo Alckmin (foto à direita) tem sido criticado por aliados. As críticas em si não são problema. Poderia ser apenas entusiasmo demais, precipitação. Ocorre que a campanha televisiva tem sido elogiada pelos opositores. Nesse caso, é bom tomar cuidado. As chances de se estar fazendo o jogo do adversário são muito grandes. O candidato tucano, conhecido pelo apelido de “picolé de chuchu”, tem mais que evitado “atacar” o adversário petista, tem feito do estilo propositivo uma obsessão, um imperativo categórico. Ok, ok, não queremos que Alckmin adote o estilo Mercadante de fazer campanha, ampliando discursos, distorcendo palavras, jogando baixo através de mentiras e ilações forçadas. Na política, contudo, o absoluto jogo limpo, tomado como um imperativo categórico, acaba sempre mal nas urnas. Ademais, lembrar os brasileiros dos escândalos de corrupção do governo petista, do esquema do mensalão, do projeto de poder, do viés autoritário, dos incontáveis ministros envolvidos em irregularidades não é propriamente jogo sujo, mas uma obrigação moral. Ser o anti-Lula, hoje, implica mais do que apresentar propostas, mas encampar o candidato da ética. Não se faz isso sem apontar os desvios morais do PT e de Lula. Creio até que não levar os escândalos de corrupção petista para a campanha é que se revela “jogo sujo”. Deixo essa demonstração para outro momento. O brasileiro quer propostas? Sim. Se não há um projeto para o país, qual a razão de ser candidato? Ora, é claro que o PSDB de Alckmin possui propostas para o país e deve apresentá-las. É claro que o Geraldo Alckmin deve se apresentar ao eleitorado. O tom da campanha, contudo, deve ser no maior contraponto que os tucanos devem ser em relação ao PT de Lula. Alguém dúvida qual é? O ressabiado deve sair já. Ser o candidato da bolsa-família com mais competência não é suficiente para ganhar as eleições. Ser o candidato da redução do imposto do pão não é suficiente para ganhar a eleição. Não é suficiente ser o candidato do pobrismo com mais gerência e menos desperdício. O povo, aquele com o qual Lula tem grande entrosamento, pouco liga para isso. Alckmin caiu e não cresce nas pesquisas porque o eleitorado ainda não enxerga onde está a diferença entre ter Lula ou Alckmin no poder. Boa parte da culpa por isso é da oposição, que durante três anos não blindou Lula. Que história era aquela de oposição responsável? A diferença foi posta pela campanha de Alckmin, mas não é essa que interessa ao eleitorado. Os eleitores preferem um senador basbaque e inútil, mas com fama de honesto, como Suplicy, a um senador que “brigue” por São Paulo e tenha até uma plataforma de campanha. No Brasil, por incrível que pareça, a questão moral pega. Ela sempre foi o trunfo do PT, e ainda é o trunfo de Lula. O não sei de nada ainda o reelege. Alckmin pode colocar de forma clara para o grande eleitorado por que é candidato, fazendo o devido contraponto a Lula no campo ético e moral, fazendo, na sua concepção pequena, a tal guerra suja ou manter o estranho “fair play”, continuar sua campanha propositiva. Pode vencer Lula e o PT, de um lado, livrando o país de mais 4 anos de atraso, ou perder com ternura, de outro, permitindo o triunfo da imoralidade, do crime e mesmo da incompetência, aquela que pretende acabar. A escolha é dele, mas fica aqui o recado: o conceito de “fair play” com o qual constrói a campanha é cartão vermelho na certa.
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quarta-feira
Arthur Schopenhauer desvenda Mercadante. O candidato petista lança mão de estratagemas erísticos para desqualificar o adversário.
Dentre os estratagemas dialéticos utilizados por aqueles que desejam vencer um debate sem precisar ter razão, Arthur Schopenhauer aponta a “ampliação indevida”, para comprar o livro, clique aqui. O estratagema consiste em “levar a afirmação para além de seus limites naturais”. Serra afirmou hoje, em entrevista ao "SP TV", da Globo, que os maus resultados da educação no Estado deve-se, entre outros fatores, aos "migrantes". Afirmou que o forte movimento migratório que continua a existir rumo a São Paulo cria dificuldades adicionais para a educação. Nada mais. Ora, alguém duvida da verdade desta afirmação? Quando a população de um determinado local cresce mais do que a expansão da economia é capaz de absorver, estamos diante de graves problemas, qualquer que seja a área. Alguém discorda? Quanto mais pessoas pobres [e no que consiste, enfim, a migração de nordestinos para o Estado?, ricos é que não desembarcam aos montes por aqui] entram no sistema de ensino, maiores são os desafios, os problemas para as escolas, piores os resultados. Alguém discorda? Pode até discordar, Mercadante, porém, foi além. Afirmou que as declarações de Serra sobre migração no Estado mostram um "posicionamento conservador e odioso". Para ver, clique aqui. Vejam que o candidato do PT não só levou a afirmação do candidato tucano para além de seus limites como tenta reduzi-la a uma categoria detestada [do preconceito em relação aos nordestinos], vinculando Serra a rótulos odiosos. Trata-se de outra conhecida técnica retórica e erística apontada por Schopenhauer. Lembram-se da tela " Sermão e ações do anticristo " de Luca Signorelli? Para ver, clique aqui. O falso profeta é mostrado disseminando as suas mentiras, espalhando sua mensagem de destruição. Ele tem as características de Cristo, mas é o demônio (atrás dele) que lhe diz o que pronunciar.
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A greve dos metroviários: "tá dominado, está tudo dominado”.
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sábado
A guinada para o autoritarismo populista. Lula, agora, fala abertamente em se livrar do Legislativo

Escrevi, dias atrás, que Lula e o PT preparam o “terreno” para um golpe. Vejam o que foi escrito: "o PT jogará no colo do poder legislativo toda a corrupção passada e futura. O discurso moralizador voltará triunfante. O golpe final no poder legislativo". Pois é, hoje, em visita à Bahia, Lula acusou os parlamentares de se aproveitarem do benefício da imunidade para achincalhá-lo.” Para ver, clique aqui. Segundo o seu entendimento torto, safadeza é proferir qualquer palavra crítica contra ele. Quem não se lembra do nobre petista dizer que Collor devia ter problemas mentais porque corrupto? Quantas vezes Lula achincalhou seus adversários? Não se beneficiou da imunidade parlamentar, é verdade. Para isso seria preciso ter um mandato e Lula sempre foi avesso ao Congresso Nacional. Segundo ele, uma casa composta só de picaretas. Quer, segundo consta na reportagem, acabar com a imunidade porque, ora vejam, "falam mal dele". Desafia a oposição a tirar dele algo que entende ser seu: a presidência, o poder. Lula e o PT parecem ter traçado uma estratégia. Se me fosse dado o direito de fazer suposições, diria que ela foi pensada pelo advogado criminalista Marcio T. Bastos lá pelo final de 2005. Desde então, o planalto tem investido contra o Congresso Nacional. A tentativa é desqualificá-lo ao máximo perante a opinião pública. Esmorecer o Congresso Nacional é o primeiro passo para a implementação de um governo autoritário. Populista, Lula já é. Subtrair a imunidade parlamentar significa submeter o Legislativo. Lula faz uso desse discurso justamente no momento em que o Congresso Nacional está com sua imagem arranhada. A sucessão dos fatos relacionados com a postura do presidente, do PT e até dos órgãos federais, como a polícia federal, demonstra, cabal e insofismavelmente, qual o objetivo da corja “esquerdopata”: governar com o povo. Trata-se de atropelar a República, as instituições democráticas. O mesmo fim foi tentado com o mensalão. Antes, pretendia-se comprar o Congresso Nacional, agora, livrar-se dele. É o golpe, é o golpe.
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Governo Federal investe apenas 10 milhões em segurança pública
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O que é bom para o PCC é ruim para a sociedade. O crime fez uma escolha e ela deve orientar a nossa: devemos escolher justamente o contrário.

Consta que o PT está processando tudo que é gente que faça qualquer ilação entre o PT e o PCC. Esquecem de Jilmar Tatto, secretário de transportes de São Paulo durante a gestão petista que é investigado por fazer infiltrar nas lotações paulistas o crime organizado. Não é esse o ponto, porém. Não creio que o PCC, ou crime organizado, como prefiro chamar a quadrilha que promove ataques terroristas por todo Estado de São Paulo, atue a mando do PT. Não creio que essa quadrilha esteja ligada diretamente ao partido de Lula. Não descarto a possibilidade, é claro, mas não acredito. A ligação do crime organizado com o PT é de natureza ideológica. Tome-se o discurso de Marcola. Há diferença entre suas palavras e as proferidas pelos petistas? Há diferença entre as bandeiras defendidas por Marcola e as defendidas por Mercadante, por exemplo? Não, não há. Lamentavelmente, o discurso é o mesmo. Por quê? Porque a ordem não interessa ao crime organizado tanto quanto não interessa ao PT. Marcola desqualifica o Estado. Lula, as instituições democráticas. Marcola desafia o poder constituído. Lula, o congresso nacional. Se a ligação direta entre PCC e PT não é uma realidade plenamente conhecida, como o é a ligação entre este e as Farc, o MAS, o MST e diversos movimentos de guerrilha, todos com assento no Foro de São Paulo, criado pelo PT de Lula, a aproximação no campo das idéias é inquestionável. O PT ataca a política de segurança pública do Estado nos mesmos termos que o faz o tal PCC. O ódio que os criminosos nutrem pelo PSDB, de certa maneira, se confunde com o discurso dos petistas. Também está nítida a opção feita pelo crime organizado. Gravações revelam que o PT é o preferido do PCC e que o partido do crime quer a morte de políticos tucanos. Vejam a transcrição de uma conversa gravada pela polícia:
Maria de Carvalho Felício (mulher de José Márcio Felício, ex-líder do PCC): “Ele mandou uma missão pro Zildo[piloto-geral de Ribeirão Preto]. Vamos ver se o Zildo é capaz de cumprir”.
Trata-se de uma orientação repassada por um líder da organização sobre as eleições de 2002. Abaixo, conversa entre dois integrantes não identificados do PCC interceptada às vésperas de um dos ataques em São Paulo:
Para ver a reportagem completa, clique aqui. O que é bom para o PCC é ruim para a sociedade. O crime fez uma escolha e ela deve orientar a nossa: devemos escolher justamente o contrário.
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Chances de 2º turno recuam
As chances de um eventual segundo turno recuam. É o que se pode depreender das últimas pesquisas Datafolha. A vantagem de Lula sobre os demais candidatos voltou aos patamares de maio e junho, 8%. Em julho esta vantagem era de apenas 3%. A ampliação da vantagem, contudo, foi fruto mais do crescimento de Lula do que uma queda dos demais adversários. Parte da queda de Alckmin foi compensada pelo crescimento de Heloisa Helena. Em julho, Lula tinha 44% contra 41% dos demais. Em agosto, passou para 47% contra 39%.
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A semana que passou
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Terceira onda de ataques terroristas em São Paulo diminui, mas continua nesta segunda-feira. Sobre esse assunto dedicarei um texto exclusivo.
Terça-Feira - Enquanto São Paulo era alvo de ataques terroristas promovidos pelo crime organizado, com clara intenção de interferir nas eleições, os candidatos ao governo do Estado de São Paulo, Mercadante (PT) e Quércia (PMDB), gravavam imagens e depoimentos para seus programas de rádio e TV, que vão ao ar a partir do dia 16, para ver a reportagem clique aqui
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Pesquisas revelam queda do candidato tucano. Tanto a pesquisa CNT-Sensus quanto a Datafolha apontaram uma queda substancial do candidato Geraldo Alckmin. Os números (em%, primeiro os da CNT-Sensua seguidos dos da Datafolha): Lula —47,9-47 / Geraldo Alckmin — 19,7- 24 / Heloísa Helena — 9,3-12. Queda de Alckmin também é observada num eventual segundo turno: Lula —52,5-54 / Geraldo Alckmin —29,8-37
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A candidata à presidência pelo PSOL, Heloisa Helena é entrevista pelo JN. A candidata parece ter utilizado uma estratégia antiga dos políticos: falar pelos cotovelos. O casal Bonner ficou sem reação diante da tagarela e verborrágica candidata e senadora alagoana. Meu filho para cá, meu filho para lá, meu amor para cá, meu amor para lá, e a candidata foi se esquivando das perguntas. Talvez o ponto culminante para o público tenha sido o momento em que HH dispara: “eu [HH] devo entender mais de reforma agrária do que você” [Fátima Bernardes]. Dou nota 5, embora, é claro, a candidata tenha tido um ótimo desempenho se analisarmos sob o ponto de vista eleitoral. Ganhou votos, tenho certeza.
Quarta-Feira - Pesquisa Globo-Datafolha indica a vitória de Serra ainda no primeiro turno. Os números: Primeiro Turno - José Serra 49% / Mercadante 17% / Quércia 11% / Segundo Turno - Serra – 61% / Mercadante – 26% / Serra - 63% / Quércia – 22%
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O JN entrevista o candidato à presidência Cristovam Buarque do PDT. Gosto de Cristivam Buarque. É um homem que preza a cultura, a inteligência. Uma pena que a entrevista tenha sido tão apática. Não havia assunto a ser abordado. A demissão do candidato pelo presidente Lula, quando Buarque era ministro da educação, foi questionada por Bonner. O candidato atribui a demissão a falta de vontade deste governo em investir, ou melhor, revolucionar a educação. Buarque também foi questionado sobre a derrota sofrida por ele quando disputava a reeleição ao governo do Distrito Federal. Tergiversou. Pela coerência, ousadia em manter a candidatura sob a égide da educação, pela coragem em responder todas as perguntas, nota 7.
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O relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas divulga a lista de parlamentares que serão levados ao Conselho de Ética. A esmagadora maioria pertence à base governista. Dos 72 parlamentares denunciados, 62 são da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. A oposição tem oito parlamentares denunciados. No total, nove partidos têm integrantes envolvidos no esquema. Também foi divulgada lista com os 18 parlamentares considerados inocentes. Vejam os números: O PL lidera a lista com 18 citados. Na seqüência aparecem: PTB (16), PP (13), PMDB (8), PFL (7), PSB (4), PT (2), PRB (1), PSC (1) e sem partido (2).
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Sexta-Feira - “Matem o pessoal do PSDB (...), menos o PT, né meu...". Em telefonema grampeado, líder da facção explicou o motivo da morte do vereador de Mairinque, Do PSDB. Ligação ideológica entre o crime organizado e o PT fica cada vez mais escancarada. As motivações políticas dos ataques também: o crime organizado quer interferir nas eleições. Para ver a matéria completa, clique aqui
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Menos publicações, mesma qualidade
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A imagem da semana
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quarta-feira
Graciliano Ramos e a verdade do artista ... (essa que não é arte engajada)
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É o golpe, é o golpe

Escrevi, dias atrás, que Lula e o PT preparam o “terreno” para um golpe. Vejam o que foi escrito: “o PT jogará no colo do poder legislativo toda a corrupção passada e futura. O discurso moralizador voltará triunfante. O golpe final no poder legislativo”. Pois é, hoje, em visita à Bahia, Lula acusou os parlamentares de se aproveitarem do benefício da imunidade para achincalhá-lo.” Segundo o seu entendimento torto, safadeza é proferir qualquer palavra crítica contra ele. Quem não se lembra do nobre petista dizer que Collor devia ter problemas mentais porque corrupto? Quantas vezes Lula achincalhou seus adversários? Não se beneficiou da imunidade parlamentar, é verdade. Para isso seria preciso ter um mandato e Lula sempre foi avesso ao Congresso Nacional. Segundo ele, uma casa composta só picaretas. Quer, segundo consta na reportagem, acabar com a imunidade porque, ora vejam, "falam mal dele". Desafia a oposição a tirar dele algo que entende ser seu: a presidência, o poder. Lula e o PT parecem ter traçado uma estratégia. Se me fosse dado o direito de fazer suposições, diria que ela foi pensado pelo advogado criminalista Marcio T. Bastos lá pelo final de 2005. Desde então, o planalto tem investido contra o Congresso Nacional. A tentativa é desqualificá-lo ao máximo perante a opinião pública. Esmorecer o Congresso Nacional é o primeiro passo para a implementação de um governo autoritário. Populista, Lula já é. Subtrair a imunidade parlamentar significa submeter o Legislativo. Lula faz uso desse discurso justamente no momento em que o Congresso Nacional está com sua imagem arranhada. A sucessão dos fatos relacionados com a postura do presidente, do PT e até dos órgãos federais, como a polícia federal, demonstra, cabal e insofismavelmente, qual o objetivo da corja “esquerdopata”: governar com o povo. Trata-se de atropelar a República, as instituições democráticas. O mesmo fim foi tentado com o mensalão. Antes, pretendia-se comprar o congresso nacional, agora, livrar-se dele. É o golpe, é o golpe. Para ver mais sobre o assunto, clique aqui.
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terça-feira
A imagem da semana
o Mau Governo
Trata-se de duas telas, em detalhes, de Ambrogio Lorenzetti. Na primeira, os efeitos do bom governo. A imagem nos mostra os cidadãos confiantes em torno do comandante, a imagem é de um tranquilo governo, bom, assentado na virtude e na moral. Na segunda, os efeitos do mau governo. No centro do palco senta o tirano, com a aparência de um demônio, com chifres e dentes caninos. A figura do tirano tem um casaco bordado de ouro e pedras preciosas, um copo de ouro em sua mão e uma cabra, o símbolo tradicional da cobiça, da luxúria, em seus pés. Abaixo é Justitia, personificação da justiça na Roma antiga, imobilizada, o acesso a ela é destruído. Em torno do trono do tirano, a marginalidade. Alguém ainda não conseguiu relacionar as telas de Lorenzetti com o governo do PT? Imoralidade, marginalidade e mau governança: ao mesmo tempo, causas e efeitos de um mesmo mal.
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