sábado

A imagem da semana

"Eva, a serpente e a condenação eterna", de Hans Baldung Grien

A imagem da semana nos leva a refletir a importância das nossas escolhas. Refletir sobre a irrevogabilidade delas, sobre a tentação de se render às falsas realidades, que pouco a pouco surgem em nossas mentes. A serpente, na verdade, é nosso desejo desvairado, nossa vontade incessante, nossa imoralidade incontida, o laico. Ela, a todo tempo, tenta influir na escolha entre o bem e mal. O lacaio, o fácil, a prostração, o esmo, o inculto, o vulgar, o deleite gratuito são algumas de suas armas de persuasão. A conduta moral é a defesa que nos é dada. Só na moralidade é possível escolher bem, ... o bem.

Veja 3: Vivam as privatizações

Certa vez disse que o que falta às oposições é o debate ideológico. O PT praticamente faz um mónologo nessa área. Os tucanos permitiram - e continuam permitindo - que durante anos e anos o petismo fosse desmoralizando, quase demonizando, as privatizações, o controle do gasto público, as parcerias com o setor privado etc. A tal ponto que qualquer inclinação à redução do tamanho - gigantesco - do Estado é vista como uma medida elitista e contra os pobres. Nada poderia ser mais criminosa do que esta manipulação. Na Veja desta semana, Giuliano Guandalini faz o que era papel da oposição - mesmo quando era governo. Acompanhem trechos da reportagem. A seguir, link para a matéria completa.


"Surgiu finalmente na campanha eleitoral o debate sobre dois temas essenciais, as privatizações e os gastos públicos. O candidato Lula da Silva e o desafiante Geraldo Alckmin evitavam o máximo possível tocar nesses assuntos, considerados sensíveis pela opinião pública. Mas Lula, desde que foi acuado no debate do domingo, partiu para o ataque e acusou o tucano de ter como plataforma a redução dos gastos públicos e a venda de estatais. "As únicas coisas que eles sabem fazer é privatizar e cortar gastos", afirmou Lula, como se isso fosse uma mácula, e não uma virtude. O PT disseminou a boataria segundo a qual Alckmin venderia a Petrobras, o Banco do Brasil e outras companhias públicas. Essas privatizações, defendidas com bons argumentos, são corretas em princípio, mas impraticáveis por inapetência do mercado para absorver esses gigantes. Alckmin foi falsamente acusado de querer vendê-los.
Lula afirmou na semana passada, em entrevista ao jornal O Globo, que não teria privatizado a Telebrás nem a mineradora Vale do Rio Doce. Miopia ideológica do presidente-candidato. Foi a privatização da Telebrás que levou o telefone às camadas mais pobres da população, dando aos marceneiros, encanadores, mecânicos, costureiras, cozinheiras e outros profissionais um imprescindível instrumento de trabalho. O Brasil caminha para ter 100 milhões de telefones celulares, vendidos a preço de banana e com tarifas ao alcance do bolso dos trabalhadores. A Telebrás que Lula endeusa vendia um telefone por 5.000 dólares e, pior, não o entregava. Só os amigos do rei conseguiam ver suas linhas instaladas. Vivessem as telecomunicações ainda sob o jugo da Telebrás hoje, só os petistas teriam direito a um telefone. Será que é isso que atrai Lula no modelo estatal de telefonia?"

Assinantes lêem a reportagem completa clicando aqui .

Veja 2: Grana das cartilhas pode ter pago dívida do PT, diz relatório do TCU


"Em sua edição de 13 de setembro, VEJA revelou a justificativa dada pelo governo ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o desaparecimento de 2 milhões de encartes e revistas de propaganda institucional pagos com dinheiro público. O governo informou ao TCU que o material, sobre o qual não há registro nas repartições oficiais, havia sido entregue diretamente pelas gráficas ao Partido dos Trabalhadores. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), responsável pela elaboração da propaganda, isso ocorreu porque o PT se dispôs a distribuir os encartes e revistas à população, com o objetivo de baratear os custos para os cofres do Estado. Diante da explicação do governo, o ministro Ubiratan Aguiar, relator do processo que investiga o caso, afirmou, em voto proferido no mês passado, ter havido uma confusão inadmissível entre os interesses do governo e os de um partido político.
Na semana passada, VEJA teve acesso às 32 páginas do relatório técnico do TCU sobre o assunto e descobriu que o caso é bem complicado. Para os auditores do tribunal, há a hipótese de que os 2 milhões de encartes e revistas não tenham sido sequer produzidos e que o dinheiro pago pela Secom às gráficas serviu, na verdade, para remunerar serviços eleitorais feitos por elas ao próprio PT. A versão de que as cartilhas foram entregues ao PT seria, portanto, apenas uma desculpa para encobrir o crime de desvio de dinheiro público. Ao todo, dos 25 pontos fornecidos pela Secom para tentar comprovar a existência do material gráfico e a sua conseqüente distribuição, dezenove foram rechaçados pelos técnicos do tribunal. Os outros seis são compostos apenas de dados acessórios." Para ver a matéria completa, clique aqui.

Veja: Um enigma chamado Freud



Ele e o dossiêgate são como fogo e dinamite. Por isso, uma operação está em curso para mantê-los afastados. Se ela falhar, será um deus-nos-acuda




Antonio Gauderio/Folha Imagem

SEGURANÇA
Freud Godoy (à esq.) passou de acusado a "inocente" depois que seu acusador, Gedimar Passos (à dir.), mudou a versão do depoimento que prestou à Polícia Federal



"Nas últimas semanas, uma operação abafa foi deflagrada para tentar apagar as chamas mais destruidoras levantadas pelo escândalo da compra do dossiê. Nessa operação aparece o que pode ser a impressão digital de um personagem muito próximo do presidente Lula. Esse personagem é Freud Godoy, ex-segurança pessoal de Lula e que até sua demissão, há quase um mês, ocupava o cargo de assessor especial do presidente. Freud teve seu nome citado pelo ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, aquele que trabalhava com "tratamento de informações" na campanha de Lula e foi preso no dia 15 de setembro passado num hotel em São Paulo junto com o petista Valdebran Padilha. Gedimar e Valdebran foram flagrados com 1,7 milhão de reais para a compra do dossiê falso que serviria para ligar os tucanos à máfia dos sanguessugas. Depois de acusar Freud de ser o mandante da compra do dossiê em seu depoimento inicial, Gedimar recuou, retirando a única referência a Freud feita até agora na investigação do caso.
(...)
O que fez Gedimar mudar sua versão inicial e inocentar o assessor próximo do presidente da República? A apuração dos repórteres de VEJA mostra que a operação abafa seguiu um padrão mais ou menos constante na crônica policial do governo petista. Primeiro se comete um ilícito e depois se seguem outros ainda mais demolidores na tentativa de encobrir o primeiro. A operação faxina do dossiêgate contou com a colaboração jurídica do ministro Márcio Thomaz Bastos (sempre ele), da mãozinha financeira do tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e da força bruta de um cidadão até agora distante do caso: José Carlos Espinoza – como Freud, um grandalhão que trabalhou como segurança de Lula e ganhou um emprego no governo.
(...)
Segundo um relato escrito por três delegados da Polícia Federal e encaminhado a VEJA, Espinoza e Freud, acompanhados de dois homens não identificados, fizeram uma visita a Gedimar na noite de 18 de setembro, quando ele ainda estava preso na carceragem da PF em São Paulo. A visita ocorreu fora do horário regular e sem um memorando interno a autorizando. Um encontro com um preso nessas condições é ilegal. Ele pode ser encarado como obstrução das investigações ou coação de testemunha. De acordo com o relato dos policiais, o encontro foi facilitado por Severino Alexandre, diretor executivo da PF paulista.(...) O mais interessante, no relato dos policiais, viria a seguir. Severino teria acomodado os petistas em seu gabinete e determinado a Jorge Luiz Herculano, chefe do núcleo de custódia da PF, que retirasse Gedimar de sua cela. Herculano resistiu, pretextando corretamente que o preso estava sob sua guarda e que não havia um "memorando de retirada".

Para ver a matéria completa de Veja, assinada pelos jornalistas Policarpo Junior, Camila Pereira e Marcio Aith, assinantes podem clicar aqui.

sexta-feira

Sem título. Sem comentários.

PT faz gritaria sobre cortes, MAS QUER O MESMO

À esq. ministro Paulo Bernardo e à dir. Yoshiaki Nakano, economista da FGV de São Paulo.






Por Evandro Fadel no Estadão: “O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, atacou ontem a proposta do economista Yoshiaki Nakano de reduzir os gastos do governo no equivalente a 3 pontos percentuais do PIB, embora ele mesmo defendesse, antes do período eleitoral, a redução das despesas governamentais. Bernardo acreditava ser possível chegar ao déficit nominal zero - quando as receitas empatam com as despesas, incluídos os juros. E hoje o déficit nominal do governo federal supera os 3% do PIB. Nakano é o principal assessor econômico do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, que tem se queixado de 'terrorismo eleitoral'. Para Alckmin, o presidente Lula e seus ministros têm se especializado em espalhar boatos. Nakano é cotado para o Ministério da Fazenda num eventual governo Alckmin.Bernardo afirmou ontem, em Curitiba, que o corte proposto por Nakano obrigaria o governo a acabar com o Ministério da Saúde, o da Educação e, provavelmente, com o do Desenvolvimento Social. 'Acabar e não fazer mais nada nessas áreas', acentuou. 'Acho difícil que ele tenha falado nesses termos e, se falou, não leu o Orçamento.' Bernardo esteve em Curitiba a convite de empresários para discutir reivindicações do setor. Mas comunicado à imprensa sobre a visita foi distribuído pelo comitê de campanha pela reeleição do presidente Lula. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Demian Fiocca, foi na mesma linha. 'Pelo que eu entendi, o próprio Nakano e outros dizem que querem cortar (gastos) para aumentar investimentos, então o que sobra são (os cortes) de gastos sociais', disse. Ocorre que, por caminhos diferentes, a equipe econômica de Lula tem formulação próxima da de Nakano. Antes do período eleitoral, Bernardo e o ministro Guido Mantega vinham dizendo que seu projeto para o segundo mandato era cortar os gastos do governo gradativamente, em degraus de 0,1 ponto porcentual do PIB, e manter a economia para pagamento de juros - o superávit primário, hoje com meta de 4,25% do PIB. Assim, o governo chegaria ao ponto em que sua arrecadação seria suficiente para cobrir a totalidade de suas despesas - o chamado déficit nominal zero.Detalhe: este ano, o déficit nominal do governo central alcançou 3,18% do PIB, de janeiro a agosto. Isso quer dizer que para chegar ao ponto desejado pelos ministros, será necessário cortar gastos em valor próximo dos 3% do PIB de Nakano. Antes, Bernardo previa atingir esse patamar até 2009 ou 2010".
A essência do PT, como dizia. Terrorismo eleitoral e mentira. A essência do PT, como dizia. Para ver a matéria completa, clique aqui.

PT quer familia de Alckmin na campanha. Por que não?


Depois de dar mais algumas demonstrações de sua ética - compra de apoios com recursos públicos - Lula e o PT seguem avançando todos os limites. É uma gente suja na essência. Retroceder é sempre uma estratégia quando a coisa não cola. Na Veja on Line: "A campanha presidencial voltou a esquentar na quinta-feira, mas não por causa da divulgação de novas pesquisas (que confirmam os números de sondagem anterior do Datafolha) ou pela volta do horário eleitoral gratuito (em que os candidatos não mostraram novidades). Desta vez, a causa da guerra política foi um ataque direto do PT à família do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Em boletim divulgado à tarde na internet, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Alckmin de "hipocrisia e moralismo de ocasião" quando critica o petista por não saber da corrupção em seu governo. Para isso, envolveu na discussão a mulher de Alckmin, Maria Lúcia, criticada no caso dos vestidos de presente, e a filha do casal, Sofia, que trabalha na Daslu. "Alckmin não deveria colocar o debate neste nível. Afinal, alguém poderia perguntar se ele sabia que sua filha é funcionária de uma empresa acusada de contrabando e se ele tinha conhecimento que sua esposa ganhou de presente 400 vestidinhos chiques", dizia o texto, de autoria do secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar - aquele que até outro dia estava preocupado com uma possível guerra suja da oposição. (...) Pomar disse que o texto saiu do site do partido e da campanha por ordem do presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, depois de um pedido de um auxiliar de Lula".
Vê-se que o PT continua o mesmo. O golpista acusa o golpe. O trapaçeiro denuncia trapaça. O imoral acusa a imoralidade. Seguimos em tempos escuros. Ora, se Lula e o PT querem as famílias dos candidatos na campanha, por que negar? Por que não incluir o novo rico Lulinha, aquele antigo monitor de zoolõgico que passou para o seleto rol de milionários com os investimentos da Telemar em sua Gamecorp? Eu toparia. Vejamos: é realmente incrível a ascensão meteórica de Lulinha, Fábio Luiz da Silva. Formado em Biologia, o garoto era monitor de Jardim Zoológico até outro dia. Mas o PT é um sucesso em fazer "novos ricos". Entre a sociedade e investimento em publicidade, a Telemar já injetou no negócio do mais novo empreendedor do país algo em torno de R$ 5 milhões. Trata-se da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital. De acordo com sua participação societária, Fábio Luís tem 625.000 reais em ações – pouco menos do que seu pai amealhou ao longo de toda a vida, segundo a declaração de bens que apresentou esse ano ao TRE.
O melhor: Lulinha não teve de investir um único real, o negócio foi bancado quase que integralmente pela Telemar, a maior companhia de telefonia do país. Quem quiser a receita do sucesso, clique aqui .

Governador troca apoio a LULA por R$ 1 bilhão


Tornou-se hábito. Tornou-se escancarado e sem vergonha. Lula oferece R$ 1 bilhão por apoio. Maggi aceita, não esconde e acha que é tudo normal. Reportagem é da Veja on Line: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve na quarta-feira apoio do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. A adesão não foi impedida pelo fato de Maggi ser do PPS, partido que apóia o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin: afinal, na própria quarta o governador obteve a mando do presidente uma liberação bilionária de verba para seu Estado, além de recursos ao agronegócio.Maggi confirmou a ligação entre a liberação de 1 bilhão de reais para seu Estado e mais 2 bilhões para os agricultores com a decisão de apoiar Lula. A liberação foi acertada com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Isso é normal em uma pauta de reivindicações, quando você dá apoio. Faz parte da política. Vim aqui conversar com o presidente para saber se estava certo." Para ver a matéria completa, clique aqui.

Líder dos sanguessugas afirma que Oswaldo Bargas e Expedito Veloso pediram a ele para mencionar tucanos na entrevista à "IstoÉ"

PF investiga se entrevista concedida por empresário à "IstoÉ" fazia parte do pacote do dossiê pelo qual ele receberia R$ 1,7 milhão

"O empresário Luiz Antonio Vedoin, 31, chefe da máfia dos sanguessugas, afirmou ontem em depoimento à Justiça Federal que os então petistas Oswaldo Bargas e Expedito Veloso pediram a ele para mencionar na entrevista à revista ‘IstoÉ’, no dia 14 de setembro, peixes graúdos como José Serra e Geraldo Alckmin, do PSDB. A entrevista relatou o suposto envolvimento do empresário Abel Pereira, amigo de Barjas Negri -ex-secretário e sucessor de Serra no Ministério da Saúde-, com a máfia. (...) A Polícia Federal investiga se a entrevista dada por Vedoin fazia parte do pacote do dossiê contra tucanos, negociado também no dia 14". Para ver a matéria completa, clique aqui .

Defesa do "Faz Tudo" de Lula é inverossímil diz Polícia Federal


Por Lilian Christofoletti na Folha desta quinta: "O superintendente da Polícia Federal de São Paulo, Geraldo Araújo, disse ontem ser inverossímil a defesa apresentada pelo ex-policial Gedimar Passos, que afirmou ter sido induzido pela própria PF a citar Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como envolvido na compra de um dossiê contra tucanos. ‘Gedimar [Passos], que se aposentou na Polícia Federal e é advogado, certamente saberia ter se defendido numa situação de suposta pressão. Além disso, ele teve outras oportunidades para retirar a acusação contra Godoy, mas não o fez’, disse o superintendente. Foi numa manifestação escrita enviada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), protocolada no dia 3, que o ex-policial voltou atrás e inocentou Godoy de ter participado da tentativa de compra do dossiê". Para ver mais, clique aqui

Lula, que abomina graduações e pós-graduações, recebe aulas diárias de marketing

Consta que o candidato Lula "está sendo preparado pessoalmente pelo marqueteiro de sua campanha nacional, João Santana, para participar do debate da noite de domingo na TV Bandeirantes. Conforme reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, o treino para o programa - o primeiro com participação de Lula na campanha deste ano - é diário". Para ver, clique aqui. Não deixa de ser um emblema de nossos tempos. Lula abomina o ambiente acadêmico. Só de ouvir falar em teses, graduação e pós-graduação sente calafrios. Mas para aprender marketing e seus truques, Lula tem tempo e muita paciência.

segunda-feira

"Picolé de chuchu com pimenta", por Guilherme Fiuza. Não sou um analista, mas assim mesmo mereço.

"O candidato é bom, mas não empolga.
Esse foi o bordão repetido pelas vozes esclarecidas mais simpáticas a Geraldo Alckmin. As menos simpáticas apenas ridicularizavam as pretensões eleitorais do picolé de chuchu.
Ninguém tem notícia de que Alckmin tenha chegado a empolgar algum analista político no território nacional. Alguns (poucos) até cogitavam a remota possibilidade de haver segundo turno, mas isto aconteceria graças ao fenômeno Heloísa Helena. Geraldo era apenas um picolé fadado a derreter sob o sol nordestino de Lula.
A confirmação de que a eleição presidencial terá segundo turno joga, imediatamente, uma população inteira de colunistas, acadêmicos, jornalistas, cientistas políticos e especialistas em geral no divã.
O maior trauma a ser superado por todos esses analistas nem é o segundo turno em si. É o fato de que não foi a super-Helô (murchou em 6%), nem o Eymael, nem as abstenções que adiaram a decisão da eleição presidencial.
O que decidiu a parada foi a votação estupenda (muito acima das melhores e mais recentes projeções) dele, o inexpressivo, o sem carisma, o chato, o candidato que não empolga, o picolé de chuchu.
Os quase 42% de Geraldo Alckmin, além de deixar dez entre dez entendidos de plantão em crise existencial, inauguram uma nova eleição absolutamente indefinida. Os cenários mais favoráveis ao tucano projetavam até outro dia uma diferença de pelo menos 15 pontos a ser tirada no segundo turno.
Agora, são só 6 pontos a separar Alckmin de Lula. Sugestão aos especialistas: ponham suas barbas de molho, e só tirem-nas de lá no dia 29 de outubro"
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Falha Nossa

Falha Nossa. Disse que Lula ganharia no 1º turno. Errei. Teremos 2º turno. Na ocasião, culpei as oposições. Todavia, é preciso dizer que devemos creditar essa realidade mais ao PT do que aos tucanos, pefelistas e ppsistas. Disse que a decisão de não ir ao debate era a mais acertada, mas não contava, e, creio, Lula também não, com a cobertura do JN sobre a ausência do candidato. Disse que ela foi um duro golpe na campanha de Lula. A julgar pela apuração dos votos, Lula perdeu pontos. De qualquer forma, a "pá de cal" não se mostrou verdadeira. Dos institutos de pesquisa, o CNT/Sensus é o que sai mais "desqualificado". Talvez, tenha que rever sua metodologia. Agora, é segundo turno. Lula vai ter que descer do salto alto.

sexta-feira

As fotos da grana do PT. A tese petista

A mais nova tese que os petistas “botaram pra circular” é a de que o vazamento das fotos foi fruto de uma negociação. Nesse caso, eles sabem de tudo. “A denúncia que nós temos é que essa foto foi vendida, e nós vamos averiguar isso”, afirma Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula. O petista não divulgou o teor da denúncia e nem como teve acesso a ela. O PT, até agora, não revelou de onde veio a grana que seria utilizada para pagar uma armação contra a oposição. Também não sabe quem mandou fazer, quem fez, quem mandou pagar e em nome de quem. Ninguém sabe de nada. O PT acusa o PSDB de “comprar” de um delegado as imagens que foram negadas pelo ministro Márcio T. Bastos. Que se investigue a pendenga. Há, contudo, um fato curioso. O TSE negou o pedido de censura das fotos feito pelo PT. Segundo a decisão, “não há comprovação de que o segredo de Justiça concedido pelo relator do procedimento acima indicado tenha se expandido a qualquer outro feito judicial ou de natureza investigatória em curso na Política Federal”. O que isso quer dizer? Quer dizer que a PF não libera oficialmente as imagens porque não quer e não porque não possa. Isso, para a Justiça Eleitoral. A divulgação das imagens não prejudicavam as investigações. O sigilo era puramente político. O PT fabricou um dossiê para interferir nas eleições e não pode ser beneficiado pelos crimes cometidos mesmo depois de descoberta a trama. Nesse aspecto, escreveu Reinaldo Azevedo, "se a canalhice tivesse prosperado, ele [o PT] seria o maior beneficiário da mentira. Como não prosperou, não pode agora ser protegido dos seus próprios atos. Ou há de ganhar sempre, quando a lei triunfa e quando ela não triunfa também"?

Finalmente, as fotos da grana do PT ...



Da agência Estado:

"Enquanto Hamilton Lacerda, assessor e operador da candidatura de Aloizio Mercadante ao governo do Estado de São Paulo, depunha na manhã desta sexta-feira na sede da Polícia Federal (PF), uma fonte entregou ao Estado as fotos com as pilhas de reais e dólares apreendidos no dia 15 de setembro, no hotel Íbis, em frente ao aeroporto de Congonhas (SP). O R$ 1,75 milhão (US$ 248,8 mil mais R$ 1,168 milhão) estavam com os petistas Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha. Os dólares e os reais, como mostram as imagens do circuito interno de televisão do hotel, foram entregues aos dois por Hamilton Lacerda. A mando do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), a Polícia Federal escondeu as fotos das pilhas de dinheiro. Bastos alegava que a exibição das imagens poderia ser usadas pela oposição na campanha eleitoral e prejudicar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição." Para ver mais, clique aqui

domingo

Paulo H Amorim flerta com o banditismo e investe contra as instituições democráticas

Não sei se Paulo Henrique Amorim é um jornalista relevante. Antes do PT dar um "chega pra lá" em Dantas e passar a influir no Portal IG, que pertence à Brasil Telecom, não via e nem lia nenhum texto dele. Agora, Paulo Henrique Amorim tem um Blog hospedado no "IG". Trata-se de um portal do petismo mascarado de jornalismo independente. Diogo Mainardi já revelou quanto o "IG" paga por ele. O jornalista quer se passar por "isento" para que seu proselitismo pró-Lula ganhe credibilidade. Neste domingo, publicou um artigo com o seguinte título: "Se der 'empate' o TSE elege Alckmin". Além de flertar com o banditismo, Paulo Henrique Amorim investe contra as instituições democráticas. Para ele, Lula está acima delas, está acima de tudo. Transcrevi o texto que recebi por e-mail. Tomei o cuidado de checar: ele foi mesmo publicado lá no seu Blog "Conversa 'AFiada'.

Por Paulo Henrique Amorim
"Se a eleição “empatar” no primeiro ou no segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral derrotará o Presidente Lula.
O que significa uma eleição “empatar” ?
É uma eleição em que a diferença entre o primeiro e o segundo turno (e/ou do segundo para o terceiro, no caso do primeiro turno) é inferior a um ponto percentual.
E quando surgem dúvidas sobre a qualidade dos votos .
Foi o que aconteceu na Florida, em 2000, na primeira eleição do Presidente Bush.
Foi o que aconteceu na recente eleição para presidente do México.
Por que o TSE dará a vitória a Alckmin ?
Porque a urna eletrônica no Brasil é inconfiável. Qualquer vitória por uma diferença inferior a um ponto percentual pode ir para o tapetão.
Por que a eleição com a urna eletrônica brasileira é inconfiável ?
Porque ela não pode ser conferida.
Por que não pode haver conferência dos votos ?
Porque não há comprovante físico do voto do eleitor. Sem o comprovante físico, como recontar uma eleição ? Como apurar se o resultado que aparece no computador confere com o desejo do eleitor ?
A ONU se recusou a levar o voto eletrônico, como o do Brasil, para qualquer país que tenha começado a realizar eleição.
A comissão bipartidária dos Estados Unidos, formada depois do escândalo da eleição de 2000, sob a liderança de Jimmy Carter e James Baker, recusou essa urna eletrônica sem comprovante físico (sem “the paper track”).
A edição deste domingo (24 de setembro) do New York Times na web mostra que, nos Estados Unidos, muitas pessoas estão apavoradas com a perspectiva de a urna eletrônica ser adotada nas próximas eleições de novembro. (...)

Aqui no Brasil, todas as tentativas de convencer o Tribunal Superior Eleitoral de que a urna eletrônica brasileira é um convite à fraude (o voto depende do que o programador do software quiser) resultaram inúteis. (...)
Um cenário possível é o seguinte:
A diferença é pequena.
Um partido diz que houve fraude.
Dá-se a confusão.
A mídia, especialmente a impressa, apóia Alckmin.
A decisão vai, em última instância, para o Tribunal Superior Eleitoral.
E o presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, já demonstrou que prefere Alckmin a Lula.
Como me disse hoje, na manhã chuvosa de São Paulo, na mesa ao lado da padaria do Oliveira, um entusiasmado leitor da Veja:
“O Marco Aurélio é a nossa última trincheira
”.

Reinaldo Azevedo: "O risco da arruaça"

Há uma ameaça posta pelo petismo. Há um risco de arruaça. Já se disse que quando essa "raça" chega ao limite, sempre avança um pouco mais. O PT tentou (e continuará tentando) sabotar a democracia. Estimulados pela impunidade, fabricaram um falso dossiê para dar um duro golpe na oposição e interfeir nas eleições. A trama visava, além de levar as eleições em São Paulo ao segundo turno e estancar o crescimento de Alckmin, garantir a governabilidade de Lula em 2007, já que o PT dava a reeleição como certa. Assim mesmo, acusam "eles" de golpismo. "Eles", para o petismo, são todos aqueles que não coadunam com os seus métodos, com sua toda peculiar moral de resultados. "Eles" são as "oposições": tucanos, pefelistas, imprensa, mídia em geral e, claro, a tal Dona Zelite. Assim mesmo, repito, o petismo acusa "eles" de golpismo. Acusa e chama a militância para as ruas. Estamos há uma semana das eleições. O sinal foi dado à patrulha. As trombetas foram soadas e os fiéis soldados do petismo foram chamados às ruas. Não se deve subestimar a capacidade de articulação do petismo com os ditos movimentos sociais. Ao sabor da conveniência política do PT e com o simples envio de mensagens eletrônicas, os MSLs (movimento dos sem limites) se organizam e botam "pra quebrar" contra a tal "direita reacionária golpista". Não se deve subestimar o petismo. Ele está entranhado nas penitenciárias, nos sindicatos, nas Ongs, nos MSTs e MLSTs da vida e, claro, no aparelho de Estado. Há uma semana das eleições, tudo pode acontecer. Bem, não costumo publicar na íntegra textos de "outros" autores. Vou me permitir uma exceção. O que vai abaixo é um texto assinado pelo jornalista da Veja, Reinaldo Azevedo. Mais que uma análise, é um aviso.

O risco da arruaça

"Lula, vocês viram, convocou a sua tropa para ir à rua. De agora até 1º de outubro, todo cuidado é pouco. Gente que, enfiada no aparelho de Estado, mobiliza uma máfia para produzir falsos dossiês e que negocia com bandidos que estão em cana uma tramóia para golpear a democracia é capaz de tudo: de praticar atentados contra adversários; de atentar contra os próprios aliados para incriminar adversários (a velha “Tática Odorico Paraguaçu”), de investir na arruaça.O petismo vai tentar algum evento sensacional se perceber que a vaca, em vez de ir em fatias para a churrasqueira de Lorenzetti, caminha inexoravelmente para a brejo. O PSDB perdeu as eleições em 2002 e fez a transição mais civilizada da história da República. É um partido democrático. O PT não é. Madame Marilena Chaui, em entrevista, disse ter achado um erro o partido ter aceitado aquela passagem. Ali, ela acredita, os petistas beberam veneno.
O evento sensacional, que significaria um golpe nas oposições, era o tal dossiê fajuto, casado com uma inacreditável entrevista dos Vedoin à ex-revista IstoÉ. A propósito, no Globo deste domingo, informa-se que, nas escutas da polícia, aparece um jornalista da finada publicação. Não é de estranhar: pelo menos um dos petistas da tramóia, o tal Expedito Veloso, acompanhou o colóquio. A Fenaj — Federação Nacional dos Jornalistas —, um aparelho petista, até agora não disse nada sobre esse tipo de prática “profissional” (profissão antiqüíssima...), Preferiu assinar um manifesto de “entidades” contra o... golpismo!!!Vai ter muita canelada. No horário eleitoral deste sábado, Lula acusou o descontrole da segurança pública em São Paulo. É bom o neopetista Cláudio Lembro botar as bastas sobrancelhas de molho. O PCC, por exemplo, acompanha com muito interesse cada lance da política. Marcola já revelou o horror que tem de tucanos. É verdade que uma onda de ataques agora poderia ser outro... tiro no pé!!! Mas temos boa razões para desconfiar dos chamados setores de Inteligência, não é mesmo?Há desespero no petismo. A exemplo de quando estavam acuados pelo mensalão, já começam a jogar errado. Tarso Genro fez um violento discurso contra a imprensa e a Dona Zelite; o próprio Lula acusou golpismo; o partido soltou um verdadeiro manifesto contra a mídia (ver abaixo). Tudo sinal de descontrole. Estavam tão certos da vitória, que não viram mal nenhum em tentar o golpe final contra a oposição. O resultado está aí. O PT não aceita perder pacificamente. O PT não aceita perder.É bom observar: perdidas, para os petistas, as coisas estão de qualquer jeito. Se Lula for reeleito (toc, toc, toc), seu governo assina desde já um contrato com a crise. Se Alckmin vencer, que se prepare para enfrentar a baderna e a sabotagem. Aquele senhor que era diretor do Banco do Brasil e se meteu na fajutice, o tal Expedito, não é um, mas uma legião. “Eles” estão incrustados na máquina do Estado, tanto na administração direta como nas estatais. Derrotado o petismo, a etapa imediatamente posterior é proceder, de fato, a uma caça às bruxas. Não as bruxas que celebram a lua cheia, mas aquelas que sabotam a democracia e o Estado de Direito, usando a máquina oficial para violar direitos constitucionais dos cidadãos.Márcio Thomaz Bastos é um bom exemplo de que como se pode ser seletivo na aplicação de uma lei. Será que, até a realização de um eventual segundo turno, ele já terá divulgado os nomes dos correntistas de cujas contas saiu a dinheirama que pagaria a sujeira petista?Eles ainda estão na frente. E já estão descontrolados
".

sábado

Alckmin cresce. Lula cai, mas ainda seria reeleito no primeiro turno

Pesquisa Ibope mostra que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em relação aos adversários diminuiu. O petista oscilou de 49% para 47% dos votos, mas seria reeleito no primeiro turno das eleições, segundo o levantamento divulgado na edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo, que começou a chegar às bancas nesta tarde de sábado (23/9). Lula tem 52% dos votos válidos. O tucano Geraldo Alckmin subiu três pontos percentuais, passando de 30% para 33% dos votos. A diferença entre Lula e Alckmin caiu de 19 para 14 pontos percentuais, segundo o Ibope. A candidata do PSOL, Heloísa Helena, oscilou um ponto em relação à pesquisa anterior. Heloísa tinha 9% e agora aparece com 8% das intenções de voto. O candidato Cristovam Buarque (PDT) manteve 2% dos votos. Ana Maria Rangel (PRP) pontuou com 1%. Na simulação de um possível segundo turno, Lula ganharia com 50% dos votos contra 41% de Alckmin. Na última pesquisa, Lula tinha 52% e Alckmin, 37%. Para ver mais, clique aqui

Serra amplia vantagem

"O candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, ampliou sua vantagem em relação ao petista Aloizio Mercadante e ganharia no primeiro turno, com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha, divulgada na edição de domingo do jornal Folha de S. Paulo, que começou a chegar às bancas nesta tarde de sábado (23/9). José Serra passou de 48% para 51%, de acordo com o levantamento feito na última sexta-feira (22/9). A diferença entre Serra e Mercadante subiu de 25 para 30 pontos percentuais. Aloizio Mercadante oscilou dentro da margem de erro, para baixo, passando de 23% para 21%. O candidato do PMDB, Orestes Quércia, manteve os 9% da última pesquisa, realizada nos dias 18 e 19 de setembro. Os demais candidatos, somados, atingiram 3% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Votos nulos e brancos somaram 8%. Eleitores indecisos ou que não souberam opinar chegaram a 7%". Para ver mais, clique aqui

PF diz que dossiê tinha 2.000 páginas e citava PT

Por Epaminondas Neto da Folha Online: "O delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno afirmou hoje que o dossiê original que seria comprado por integrantes do PT com supostas denúncias contra adversários era muito maior e abrangia "partidos de A a Z". Bruno foi o responsável pela prisão de Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha em um hotel em São Paulo na sexta-feira passada."O Gedimar disse que o dossiê está envolvendo todos os partidos políticos e o próprio PT. Em nenhum momento o senhor Gedimar disse que era um dossiê contra o PSDB. Se vocês tiverem acesso aos meus autos, no futuro, verão que não ele não fala do PSDB", disse o delegado". Para ver mais, clique aqui