sábado

CARANDIRU AÉREO. DESÍDIA DE LULA MATOU MAIS BRASILEIROS DO QUE...

Do Blog Movimento da Ordem e Vigilia Contra Corrupcao: "A queda do avião da Gol causou mais mortes (154) que os 111 do Carandiru.Mas, ao contrário do que aconteceu no presídio paulista, a responsabilidade por este crime fica diluída nas dobras de um poder público imensamente ineficiente.


* “VÔO 1907, A PONTA DO ICEBERG”: O artigo sobre a relação entre o acidente da GOL, o protesto dos controladores de vôo e a situação da infra-estrutura da aviação comercial no Brasil. * LULA É CRITICADO POR AUSÊNCIA EM CÚPULA: Em um momento crítico da crise entre Uruguai e Argentina, exatamente quando os dois países anunciam que foi interrompido o diálogo, Lula, presidente "pro tempore" do Mercosul, tornou-se motivo de piadas e críticas na televisão e nos jornais uruguaios por ter sido fotografado de sunga, descansando em uma praia.
* BRASIL PRECISA DE ‘OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS’, DIZ LULA: No Brasil, considerando-se a quantidade de mãos pilhadas tocando a sujeira desde a década de 90, pode faltar sabonete.
*MATAR A SERPENTE NO SEU OVO: Diante das incursões contra a liberdade de imprensa e manifestações de autoritarismo do lulo-petismo, Roberto Freire está propondo a constituição de uma “resistência democrática”, não limitada apenas aos partidos de oposição.
*A VITÓRIA DA FICÇÃO: Tudo evidenciava que Lula era corrupto e mentiroso. Nas urnas, a ficção prevaleceu sobre a realidade. O motivo do aparente absurdo, no entanto, é simples e claro. Durante vinte anos a corrupção nacional foi descrita na mídia em termos de luta de classes: era a “ELITE” roubando a multidão dos coitadinhos. Para ver mais, clique aqui.

O problema é a democracia ...


A face obscura do autoritarismo.
O problema é a democracia. Para o PT, ela é um empecilho. Para a oposição um valor que impregna definitivamente as instituições nacionais.


Estamos lascados. Para o PT, a oposição é um empecilho, a imprensa é um empecilho, a Justiça condenável, o MP suspeito, logo, para o PT, a democracia é um empecilho. Todo empecilho deve ser afastado.
Estamos igualmente lascados porque para a oposição a democracia é um valor que impregna definitivamente as instituições, logo, essa não é uma bandeira primordial. Estamos lascados.


Recentemente, três jornalistas de VEJA, conforme informa Mário Sabino, "foram constrangidos nas dependências da Polícia Federal, em São Paulo, pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira. Os repórteres haviam sido convocados para prestar esclarecimentos na condição de testemunhas, mas o delegado, utilizando meios ilegais, tentou transformá-los – e, por extensão, a VEJA – em réus."


No caso, para entender por que o problema é a democracia, siga o roteiro:

1) Mas quem é o delegado Moysés Eduardo Ferreira?
É diretor da Polícia Federal de Piracicaba.
2) E o que faz por aqui?
Segundo o chefe da PF paulista, Geraldo Araújo, foi trazido para conduzir o caso Freud Godoy para fazer uma investigação isenta.
3) E quem é o prefeito de Piracicaba?
Barjas Negri, ministro tucano denunciado pelos Vedoin
4) Mas quem era prefeito quando o delegado Moysés assumiu o comando da PF de Piracicaba?
O petista José Machado
Não se percam!
5) Mas quem é esse petista José Machado?
Sócio de um antigo chefe de Freud Godoy, Celso Daniel, numa empresa de consultoria envolvida em irregularidades. E não é só isso.
6) Quem o nomeou para a chefia da PF de Piracicaba?
Francisco Baltazar da Silva
7) E quem é Francisco Baltazar da Silva?
É o predecessor de Geraldo Araújo no comando da PF-SP. Foi obrigado a se afastar do cargo depois de ser acusado de envolvimento com o doleiro Toninho da Barcelona, o doleiro do PT. Trabalhou como gorila particular de Lula em quatro campanhas presidenciais, juntamente com Freud Godoy e José Carlos Espinoza. Em 2002, ele contratou Gedimar Passos para ser guarda-costas de Lula.


... o problema é a democracia ...

sexta-feira

'Intelectuais' lançam manifesto de apoio a Emir Sader. Eu quero saber quem assina a lista.

Notícia publicada no Estado on Line revela que circula por aí um manifesto de apoio a Emir Sader. Eu quero saber quem assina o papelucho. Os que assinam a lista endossam as palavras de Sader. Os que endossam as palavras de Sader devem ser igualmente processados. Vejamos do que estamos falando. Segue o texto de Sader:

"A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos."(Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)
O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma - recheada de lucros bancários e ressentimentos.
Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo - que ele significativamente trata de "raça".
Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira - são "negros", "pobres", "sujos", "brutos", - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita - pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de "essa raça".
É com eles que anda a "elite paulista", ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e o povo.
Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio, pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os maiores lucros especulativos do mundo, sua gente será definitivamente derrotada e colocada no lugar que merece - a famosa "lata de lixo da história".
Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram - roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema , o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação, de desemprego, de miséria, de discriminação - em suma, de "Jorges Bornhausens".
Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa - mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a "raça" e a contra bancária. Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

Não é preciso voltar a questão semântica para justificar aquilo que não precisa ser justificado. Sader entendeu a afirmação do senador da maneira que convinha a ele. Lendo o texto, sabe-se bem o porquê. Como se vê, ele é indecente. Não só pelos inúmeros erros ortográficos e gramaticais, o que é inaceitável para um dito intelectual, mas principalmente pelo conteúdo: mentiroso, injurioso e calunioso. Quero saber quem são os supostos intelectuais que endossam uma porcaria - perdão pelo termo - dessas. Sabendo, posso proteger-me de seus pensamentos. Para ver a matéria do Estado on Line, clique aqui.

Depois do Apagão do controle aéreo e da diminuição do número de leitos nos hospitais: "após 14 anos de queda, trabalho infantil aumenta em 2005"


Aumento do Trabalho Infantil: mais
um recorde do governo Lula





Agência Brasil, Estadão on Line, BRASÍLIA - "A taxa de ocupação de crianças e jovens de 5 a 15 anos no Brasil aumentou de 2004 para 2005 após 14 anos de queda. A informação é da secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa Maria de Oliveira, que se baseia em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa mostra que, em 2005, aproximadamente 2,9 milhões de pessoas nesta faixa etária trabalhavam no país. "De um ano para outro, houve aumento de cerca de 120 mil", destaca Oliveira. O índice cresceu de 7,33% para 7,80%. (...) A tabela com o ranking do trabalho infantil em 2004 e 2005 está disponível no site da
Agência Brasil. Para ver a matéria completa, clique aqui. Não é preciso dizer, mais uma vez, qual é o resultado da institucionalização da miséria através de programas assistenciais que não têm contrapartida. Os números falam por si mesmos. Deixa o homem descansar ...

Emir Sader é condenado. "Eles", como dizem, não têm limites. Mas os limites existem a despeito deles. É preciso enquadrá-"los".


Prof. Emir Sader, colunista
de Carta Capital


A 11ª Vara Criminal de São Paulo condenou o colunista de Carta Capital, Prof. Emir Sader, a um ano de prisão, convertida em prestação de serviços à comunidade, e à perda de seu cargo de professor na Uerj por ter chamado senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) de racista. Na verdade, Sader foi além. Num texto indecente, no conteúdo e na forma, vinculou o senador ao fascismo. Mentiu, mentiu e mentiu propagando a tese segundo a qual o pefelista tinha ódio de pobres e negros. E tudo por quê? Por que Bornhausen disse, ao ser questionado sobre os desdobramentos do escândalo do mensalão, o que segue: "a gente vai se ver livre desta raça, por, pelo menos, 30 anos." Não vou voltar ao assunto semântico que envolve o termo raça. Só quero dizer que Sader e um certo grupo de petistas que o cerca passaram dos limites. Mas os limites existem a despeito deles. Quando isso acontece, só há algo a ser feito: é preciso enquadrá-"los". Bye bye Sader, o universo acadêmico agradece. Para ver matéria do Estado on Line, clique aqui.

em 20/10/2006 - "Lula ganha, Alckmin perde e eu venço"

Detesto a militância cega. Aquela que não enxerga um palmo a frente do nariz se lhe disseram para não enxergar. Ela existe em todo e qualquer partido. No petismo, parece ser a regra e não a exceção. E olhem que o petismo é uma legião. Mas o PT é uma coisa e o petismo é outra. O PT é o partido. O petismo, uma doutrina, uma forma de ver, pensar e viver a vida.
Uma boa parte dos petistas pensa com a estrela do partido e não com a cabeça. O partido passa a ser o imperativo categórico do sujeito. Detesto esse tipo de coisa, de militância. Votei em Alckmin porque ele era o candidato do Estado de Direito. A vitória do PT significa a continuação da desarticulação das instituições democráticas. Ela serve a propósitos que não parecem claros para a oposição e para as elites pensantes e tão pouco para o conjunto da população. Mas isso é um outro assunto.
Escolher Alckmin nunca significou, para mim, endossar sua candidatura. Quando disse que Lula venceria no primeiro turno, errei. Mas o segundo turno foi obra de acontecimentos estranhos a campanha do PSDB/PFL. Não podia prevê-los. Disse que a derrota viria porque nunca um partido errou tanto na disputa política quanto o PSDB-oposição. Da blindagem a Lula até a negociação do caso Azeredo; da falta de debate ideológico no confronto com o governo até a hesitação com o pedido de impeachment.
Depois veio a escolha do candidato. Serra estava empatado tecnicamente com Lula e até o vencia segundo alguns institutos, mas os tucanos escolheram como "anti-Lula" um quadro desconhecido nacionalmente e com menos da metade dos votos do seu adversário dentro do partido. Como se não bastasse isso, a campanha de Alckmin foi uma sucessão de erros. Sobre isso venho falando há um bom tempo: "ou Alckmin muda a campanha ou Lula leva" - dizia. Não mudou. No fim do primeiro turno, com o escândalo do dossiê, esboçou uma guinada nos rumos da campanha, mas no segundo turno, voltou a disputar a prefeitura de Dois Córregos, com aquele obreirismo todo.
O militante que pensa com a sigla do partido e não com a cabeça é incapaz de ver isso. Não suporto que subestimem a minha inteligência. O partido errou, e a falta de política cobra o seu preço. Lula ganhou, Alckmin perdee e eu venci, sobretudo intelectualmente.
Tirando os fatos estranhos às campanhas dos candidatos, tudo aconteceu rigorosamente como o previsto.
Já disse, também, que Alckmin podia perder, mas o Estado de Direito não. Era melhor que Lula perdesse. Agora, não pode assumir. Assumindo tem de ser cassado. O Estado de Direito tem que prevalecer. O império da lei a todos submete, até o PT de Lula e o Lula do PT.
Um grupo político que não se submete à lei pode qualquer coisa.

De volta

Fora por um tempo. Deixa o homem descansar, não é mesmo? Pois é. No meu caso foi mais do que descanso. A faculdade sempre toma muito tempo. Audiências, iniciação científica, relatórios, TGI, provas etc. Tudo colabora para me afastar do Blog. Mas, de certa forma, continuei "plugado". Principalmente no orkut. Vou tentar recuperar alguns textos. O primeiro, acima, trata da vitória de Lula, derrota de Alckmin e porque eu saio ganhando dessa história toda. O texto é de 20/10/2006 e foi publicado no orkut.

sábado

A imagem da semana

"Eva, a serpente e a condenação eterna", de Hans Baldung Grien

A imagem da semana nos leva a refletir a importância das nossas escolhas. Refletir sobre a irrevogabilidade delas, sobre a tentação de se render às falsas realidades, que pouco a pouco surgem em nossas mentes. A serpente, na verdade, é nosso desejo desvairado, nossa vontade incessante, nossa imoralidade incontida, o laico. Ela, a todo tempo, tenta influir na escolha entre o bem e mal. O lacaio, o fácil, a prostração, o esmo, o inculto, o vulgar, o deleite gratuito são algumas de suas armas de persuasão. A conduta moral é a defesa que nos é dada. Só na moralidade é possível escolher bem, ... o bem.

Veja 3: Vivam as privatizações

Certa vez disse que o que falta às oposições é o debate ideológico. O PT praticamente faz um mónologo nessa área. Os tucanos permitiram - e continuam permitindo - que durante anos e anos o petismo fosse desmoralizando, quase demonizando, as privatizações, o controle do gasto público, as parcerias com o setor privado etc. A tal ponto que qualquer inclinação à redução do tamanho - gigantesco - do Estado é vista como uma medida elitista e contra os pobres. Nada poderia ser mais criminosa do que esta manipulação. Na Veja desta semana, Giuliano Guandalini faz o que era papel da oposição - mesmo quando era governo. Acompanhem trechos da reportagem. A seguir, link para a matéria completa.


"Surgiu finalmente na campanha eleitoral o debate sobre dois temas essenciais, as privatizações e os gastos públicos. O candidato Lula da Silva e o desafiante Geraldo Alckmin evitavam o máximo possível tocar nesses assuntos, considerados sensíveis pela opinião pública. Mas Lula, desde que foi acuado no debate do domingo, partiu para o ataque e acusou o tucano de ter como plataforma a redução dos gastos públicos e a venda de estatais. "As únicas coisas que eles sabem fazer é privatizar e cortar gastos", afirmou Lula, como se isso fosse uma mácula, e não uma virtude. O PT disseminou a boataria segundo a qual Alckmin venderia a Petrobras, o Banco do Brasil e outras companhias públicas. Essas privatizações, defendidas com bons argumentos, são corretas em princípio, mas impraticáveis por inapetência do mercado para absorver esses gigantes. Alckmin foi falsamente acusado de querer vendê-los.
Lula afirmou na semana passada, em entrevista ao jornal O Globo, que não teria privatizado a Telebrás nem a mineradora Vale do Rio Doce. Miopia ideológica do presidente-candidato. Foi a privatização da Telebrás que levou o telefone às camadas mais pobres da população, dando aos marceneiros, encanadores, mecânicos, costureiras, cozinheiras e outros profissionais um imprescindível instrumento de trabalho. O Brasil caminha para ter 100 milhões de telefones celulares, vendidos a preço de banana e com tarifas ao alcance do bolso dos trabalhadores. A Telebrás que Lula endeusa vendia um telefone por 5.000 dólares e, pior, não o entregava. Só os amigos do rei conseguiam ver suas linhas instaladas. Vivessem as telecomunicações ainda sob o jugo da Telebrás hoje, só os petistas teriam direito a um telefone. Será que é isso que atrai Lula no modelo estatal de telefonia?"

Assinantes lêem a reportagem completa clicando aqui .

Veja 2: Grana das cartilhas pode ter pago dívida do PT, diz relatório do TCU


"Em sua edição de 13 de setembro, VEJA revelou a justificativa dada pelo governo ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o desaparecimento de 2 milhões de encartes e revistas de propaganda institucional pagos com dinheiro público. O governo informou ao TCU que o material, sobre o qual não há registro nas repartições oficiais, havia sido entregue diretamente pelas gráficas ao Partido dos Trabalhadores. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), responsável pela elaboração da propaganda, isso ocorreu porque o PT se dispôs a distribuir os encartes e revistas à população, com o objetivo de baratear os custos para os cofres do Estado. Diante da explicação do governo, o ministro Ubiratan Aguiar, relator do processo que investiga o caso, afirmou, em voto proferido no mês passado, ter havido uma confusão inadmissível entre os interesses do governo e os de um partido político.
Na semana passada, VEJA teve acesso às 32 páginas do relatório técnico do TCU sobre o assunto e descobriu que o caso é bem complicado. Para os auditores do tribunal, há a hipótese de que os 2 milhões de encartes e revistas não tenham sido sequer produzidos e que o dinheiro pago pela Secom às gráficas serviu, na verdade, para remunerar serviços eleitorais feitos por elas ao próprio PT. A versão de que as cartilhas foram entregues ao PT seria, portanto, apenas uma desculpa para encobrir o crime de desvio de dinheiro público. Ao todo, dos 25 pontos fornecidos pela Secom para tentar comprovar a existência do material gráfico e a sua conseqüente distribuição, dezenove foram rechaçados pelos técnicos do tribunal. Os outros seis são compostos apenas de dados acessórios." Para ver a matéria completa, clique aqui.

Veja: Um enigma chamado Freud



Ele e o dossiêgate são como fogo e dinamite. Por isso, uma operação está em curso para mantê-los afastados. Se ela falhar, será um deus-nos-acuda




Antonio Gauderio/Folha Imagem

SEGURANÇA
Freud Godoy (à esq.) passou de acusado a "inocente" depois que seu acusador, Gedimar Passos (à dir.), mudou a versão do depoimento que prestou à Polícia Federal



"Nas últimas semanas, uma operação abafa foi deflagrada para tentar apagar as chamas mais destruidoras levantadas pelo escândalo da compra do dossiê. Nessa operação aparece o que pode ser a impressão digital de um personagem muito próximo do presidente Lula. Esse personagem é Freud Godoy, ex-segurança pessoal de Lula e que até sua demissão, há quase um mês, ocupava o cargo de assessor especial do presidente. Freud teve seu nome citado pelo ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, aquele que trabalhava com "tratamento de informações" na campanha de Lula e foi preso no dia 15 de setembro passado num hotel em São Paulo junto com o petista Valdebran Padilha. Gedimar e Valdebran foram flagrados com 1,7 milhão de reais para a compra do dossiê falso que serviria para ligar os tucanos à máfia dos sanguessugas. Depois de acusar Freud de ser o mandante da compra do dossiê em seu depoimento inicial, Gedimar recuou, retirando a única referência a Freud feita até agora na investigação do caso.
(...)
O que fez Gedimar mudar sua versão inicial e inocentar o assessor próximo do presidente da República? A apuração dos repórteres de VEJA mostra que a operação abafa seguiu um padrão mais ou menos constante na crônica policial do governo petista. Primeiro se comete um ilícito e depois se seguem outros ainda mais demolidores na tentativa de encobrir o primeiro. A operação faxina do dossiêgate contou com a colaboração jurídica do ministro Márcio Thomaz Bastos (sempre ele), da mãozinha financeira do tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e da força bruta de um cidadão até agora distante do caso: José Carlos Espinoza – como Freud, um grandalhão que trabalhou como segurança de Lula e ganhou um emprego no governo.
(...)
Segundo um relato escrito por três delegados da Polícia Federal e encaminhado a VEJA, Espinoza e Freud, acompanhados de dois homens não identificados, fizeram uma visita a Gedimar na noite de 18 de setembro, quando ele ainda estava preso na carceragem da PF em São Paulo. A visita ocorreu fora do horário regular e sem um memorando interno a autorizando. Um encontro com um preso nessas condições é ilegal. Ele pode ser encarado como obstrução das investigações ou coação de testemunha. De acordo com o relato dos policiais, o encontro foi facilitado por Severino Alexandre, diretor executivo da PF paulista.(...) O mais interessante, no relato dos policiais, viria a seguir. Severino teria acomodado os petistas em seu gabinete e determinado a Jorge Luiz Herculano, chefe do núcleo de custódia da PF, que retirasse Gedimar de sua cela. Herculano resistiu, pretextando corretamente que o preso estava sob sua guarda e que não havia um "memorando de retirada".

Para ver a matéria completa de Veja, assinada pelos jornalistas Policarpo Junior, Camila Pereira e Marcio Aith, assinantes podem clicar aqui.

sexta-feira

Sem título. Sem comentários.

PT faz gritaria sobre cortes, MAS QUER O MESMO

À esq. ministro Paulo Bernardo e à dir. Yoshiaki Nakano, economista da FGV de São Paulo.






Por Evandro Fadel no Estadão: “O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, atacou ontem a proposta do economista Yoshiaki Nakano de reduzir os gastos do governo no equivalente a 3 pontos percentuais do PIB, embora ele mesmo defendesse, antes do período eleitoral, a redução das despesas governamentais. Bernardo acreditava ser possível chegar ao déficit nominal zero - quando as receitas empatam com as despesas, incluídos os juros. E hoje o déficit nominal do governo federal supera os 3% do PIB. Nakano é o principal assessor econômico do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, que tem se queixado de 'terrorismo eleitoral'. Para Alckmin, o presidente Lula e seus ministros têm se especializado em espalhar boatos. Nakano é cotado para o Ministério da Fazenda num eventual governo Alckmin.Bernardo afirmou ontem, em Curitiba, que o corte proposto por Nakano obrigaria o governo a acabar com o Ministério da Saúde, o da Educação e, provavelmente, com o do Desenvolvimento Social. 'Acabar e não fazer mais nada nessas áreas', acentuou. 'Acho difícil que ele tenha falado nesses termos e, se falou, não leu o Orçamento.' Bernardo esteve em Curitiba a convite de empresários para discutir reivindicações do setor. Mas comunicado à imprensa sobre a visita foi distribuído pelo comitê de campanha pela reeleição do presidente Lula. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Demian Fiocca, foi na mesma linha. 'Pelo que eu entendi, o próprio Nakano e outros dizem que querem cortar (gastos) para aumentar investimentos, então o que sobra são (os cortes) de gastos sociais', disse. Ocorre que, por caminhos diferentes, a equipe econômica de Lula tem formulação próxima da de Nakano. Antes do período eleitoral, Bernardo e o ministro Guido Mantega vinham dizendo que seu projeto para o segundo mandato era cortar os gastos do governo gradativamente, em degraus de 0,1 ponto porcentual do PIB, e manter a economia para pagamento de juros - o superávit primário, hoje com meta de 4,25% do PIB. Assim, o governo chegaria ao ponto em que sua arrecadação seria suficiente para cobrir a totalidade de suas despesas - o chamado déficit nominal zero.Detalhe: este ano, o déficit nominal do governo central alcançou 3,18% do PIB, de janeiro a agosto. Isso quer dizer que para chegar ao ponto desejado pelos ministros, será necessário cortar gastos em valor próximo dos 3% do PIB de Nakano. Antes, Bernardo previa atingir esse patamar até 2009 ou 2010".
A essência do PT, como dizia. Terrorismo eleitoral e mentira. A essência do PT, como dizia. Para ver a matéria completa, clique aqui.

PT quer familia de Alckmin na campanha. Por que não?


Depois de dar mais algumas demonstrações de sua ética - compra de apoios com recursos públicos - Lula e o PT seguem avançando todos os limites. É uma gente suja na essência. Retroceder é sempre uma estratégia quando a coisa não cola. Na Veja on Line: "A campanha presidencial voltou a esquentar na quinta-feira, mas não por causa da divulgação de novas pesquisas (que confirmam os números de sondagem anterior do Datafolha) ou pela volta do horário eleitoral gratuito (em que os candidatos não mostraram novidades). Desta vez, a causa da guerra política foi um ataque direto do PT à família do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Em boletim divulgado à tarde na internet, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Alckmin de "hipocrisia e moralismo de ocasião" quando critica o petista por não saber da corrupção em seu governo. Para isso, envolveu na discussão a mulher de Alckmin, Maria Lúcia, criticada no caso dos vestidos de presente, e a filha do casal, Sofia, que trabalha na Daslu. "Alckmin não deveria colocar o debate neste nível. Afinal, alguém poderia perguntar se ele sabia que sua filha é funcionária de uma empresa acusada de contrabando e se ele tinha conhecimento que sua esposa ganhou de presente 400 vestidinhos chiques", dizia o texto, de autoria do secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar - aquele que até outro dia estava preocupado com uma possível guerra suja da oposição. (...) Pomar disse que o texto saiu do site do partido e da campanha por ordem do presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, depois de um pedido de um auxiliar de Lula".
Vê-se que o PT continua o mesmo. O golpista acusa o golpe. O trapaçeiro denuncia trapaça. O imoral acusa a imoralidade. Seguimos em tempos escuros. Ora, se Lula e o PT querem as famílias dos candidatos na campanha, por que negar? Por que não incluir o novo rico Lulinha, aquele antigo monitor de zoolõgico que passou para o seleto rol de milionários com os investimentos da Telemar em sua Gamecorp? Eu toparia. Vejamos: é realmente incrível a ascensão meteórica de Lulinha, Fábio Luiz da Silva. Formado em Biologia, o garoto era monitor de Jardim Zoológico até outro dia. Mas o PT é um sucesso em fazer "novos ricos". Entre a sociedade e investimento em publicidade, a Telemar já injetou no negócio do mais novo empreendedor do país algo em torno de R$ 5 milhões. Trata-se da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital. De acordo com sua participação societária, Fábio Luís tem 625.000 reais em ações – pouco menos do que seu pai amealhou ao longo de toda a vida, segundo a declaração de bens que apresentou esse ano ao TRE.
O melhor: Lulinha não teve de investir um único real, o negócio foi bancado quase que integralmente pela Telemar, a maior companhia de telefonia do país. Quem quiser a receita do sucesso, clique aqui .

Governador troca apoio a LULA por R$ 1 bilhão


Tornou-se hábito. Tornou-se escancarado e sem vergonha. Lula oferece R$ 1 bilhão por apoio. Maggi aceita, não esconde e acha que é tudo normal. Reportagem é da Veja on Line: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve na quarta-feira apoio do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. A adesão não foi impedida pelo fato de Maggi ser do PPS, partido que apóia o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin: afinal, na própria quarta o governador obteve a mando do presidente uma liberação bilionária de verba para seu Estado, além de recursos ao agronegócio.Maggi confirmou a ligação entre a liberação de 1 bilhão de reais para seu Estado e mais 2 bilhões para os agricultores com a decisão de apoiar Lula. A liberação foi acertada com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Isso é normal em uma pauta de reivindicações, quando você dá apoio. Faz parte da política. Vim aqui conversar com o presidente para saber se estava certo." Para ver a matéria completa, clique aqui.

Líder dos sanguessugas afirma que Oswaldo Bargas e Expedito Veloso pediram a ele para mencionar tucanos na entrevista à "IstoÉ"

PF investiga se entrevista concedida por empresário à "IstoÉ" fazia parte do pacote do dossiê pelo qual ele receberia R$ 1,7 milhão

"O empresário Luiz Antonio Vedoin, 31, chefe da máfia dos sanguessugas, afirmou ontem em depoimento à Justiça Federal que os então petistas Oswaldo Bargas e Expedito Veloso pediram a ele para mencionar na entrevista à revista ‘IstoÉ’, no dia 14 de setembro, peixes graúdos como José Serra e Geraldo Alckmin, do PSDB. A entrevista relatou o suposto envolvimento do empresário Abel Pereira, amigo de Barjas Negri -ex-secretário e sucessor de Serra no Ministério da Saúde-, com a máfia. (...) A Polícia Federal investiga se a entrevista dada por Vedoin fazia parte do pacote do dossiê contra tucanos, negociado também no dia 14". Para ver a matéria completa, clique aqui .

Defesa do "Faz Tudo" de Lula é inverossímil diz Polícia Federal


Por Lilian Christofoletti na Folha desta quinta: "O superintendente da Polícia Federal de São Paulo, Geraldo Araújo, disse ontem ser inverossímil a defesa apresentada pelo ex-policial Gedimar Passos, que afirmou ter sido induzido pela própria PF a citar Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como envolvido na compra de um dossiê contra tucanos. ‘Gedimar [Passos], que se aposentou na Polícia Federal e é advogado, certamente saberia ter se defendido numa situação de suposta pressão. Além disso, ele teve outras oportunidades para retirar a acusação contra Godoy, mas não o fez’, disse o superintendente. Foi numa manifestação escrita enviada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), protocolada no dia 3, que o ex-policial voltou atrás e inocentou Godoy de ter participado da tentativa de compra do dossiê". Para ver mais, clique aqui

Lula, que abomina graduações e pós-graduações, recebe aulas diárias de marketing

Consta que o candidato Lula "está sendo preparado pessoalmente pelo marqueteiro de sua campanha nacional, João Santana, para participar do debate da noite de domingo na TV Bandeirantes. Conforme reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, o treino para o programa - o primeiro com participação de Lula na campanha deste ano - é diário". Para ver, clique aqui. Não deixa de ser um emblema de nossos tempos. Lula abomina o ambiente acadêmico. Só de ouvir falar em teses, graduação e pós-graduação sente calafrios. Mas para aprender marketing e seus truques, Lula tem tempo e muita paciência.

segunda-feira

"Picolé de chuchu com pimenta", por Guilherme Fiuza. Não sou um analista, mas assim mesmo mereço.

"O candidato é bom, mas não empolga.
Esse foi o bordão repetido pelas vozes esclarecidas mais simpáticas a Geraldo Alckmin. As menos simpáticas apenas ridicularizavam as pretensões eleitorais do picolé de chuchu.
Ninguém tem notícia de que Alckmin tenha chegado a empolgar algum analista político no território nacional. Alguns (poucos) até cogitavam a remota possibilidade de haver segundo turno, mas isto aconteceria graças ao fenômeno Heloísa Helena. Geraldo era apenas um picolé fadado a derreter sob o sol nordestino de Lula.
A confirmação de que a eleição presidencial terá segundo turno joga, imediatamente, uma população inteira de colunistas, acadêmicos, jornalistas, cientistas políticos e especialistas em geral no divã.
O maior trauma a ser superado por todos esses analistas nem é o segundo turno em si. É o fato de que não foi a super-Helô (murchou em 6%), nem o Eymael, nem as abstenções que adiaram a decisão da eleição presidencial.
O que decidiu a parada foi a votação estupenda (muito acima das melhores e mais recentes projeções) dele, o inexpressivo, o sem carisma, o chato, o candidato que não empolga, o picolé de chuchu.
Os quase 42% de Geraldo Alckmin, além de deixar dez entre dez entendidos de plantão em crise existencial, inauguram uma nova eleição absolutamente indefinida. Os cenários mais favoráveis ao tucano projetavam até outro dia uma diferença de pelo menos 15 pontos a ser tirada no segundo turno.
Agora, são só 6 pontos a separar Alckmin de Lula. Sugestão aos especialistas: ponham suas barbas de molho, e só tirem-nas de lá no dia 29 de outubro"
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Falha Nossa

Falha Nossa. Disse que Lula ganharia no 1º turno. Errei. Teremos 2º turno. Na ocasião, culpei as oposições. Todavia, é preciso dizer que devemos creditar essa realidade mais ao PT do que aos tucanos, pefelistas e ppsistas. Disse que a decisão de não ir ao debate era a mais acertada, mas não contava, e, creio, Lula também não, com a cobertura do JN sobre a ausência do candidato. Disse que ela foi um duro golpe na campanha de Lula. A julgar pela apuração dos votos, Lula perdeu pontos. De qualquer forma, a "pá de cal" não se mostrou verdadeira. Dos institutos de pesquisa, o CNT/Sensus é o que sai mais "desqualificado". Talvez, tenha que rever sua metodologia. Agora, é segundo turno. Lula vai ter que descer do salto alto.