sábado

Corinthians confirma a boa fase e vence mais uma



Fé rapaziada, que as coisas podem melhorar. "SÃO PAULO - Confirmando a boa fase e sua recuperação no Campeonato Brasileiro, o Corinthians derrotou o Paraná por 1 a 0, neste sábado, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. O gol da vitória corintiana foi marcado pelo volante Magrão, que já virou ídolo da Fiel apesar de seu passado no Palmeiras.
A vitória fez o Corinthians se afastar da zona de rebaixamento, onde ficou boa parte do campeonato - a recuperação começou justamente com a chegada do técnico Emerson Leão. Agora, o time já está com 30 pontos, na 11ª colocação, deixando a ameaça para trás. Enquanto isso, o Paraná permanece com 34, em 6º lugar no Brasileirão. Em ascensão, o Corinthians vem de ótima seqüência de resultados. Os torcedores, animados com a reação, após meses de sofrimento e incríveis derrotas, compareceram em bom número ao estádio, apesar da chuva e da baixa temperatura: foram mais de 17 mil pessoas.
Agora, o objetivo corintiano vai mais longe do que apenas fugir das últimas colocações do Brasileirão. Um lugar na Copa Libertadores de 2007 entrou no caderno de prioridades de Leão. Para ver a matéria completa,
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Na imprenssa, negociação entre petistas e Vedoim. Para ver, clique aqui.

Papa x Islã - o ocidente volta-se contra si mesmo

Joseph Alois Ratzinger, Papa Bento XVI




Os acontecimentos da última semana que envolvem o papa Bento 16 dão uma boa amostra de como o mundo caminha para a irracionalidade e o ocidente para a destruição de seus valores mais caros. Depois de condenar, ora vejam, a disseminação da fé por meio da violência, o papa passou a ser alvo das mais estúpidas formas de condenação. "Um grupo armado iraquiano, Jaiech al Mujahedin, ameaçou em um comunicado divulgado neste sábado cometer atentados contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras do papa Bento 16 sobre o islã e o jihad ["esforço" que o muçulmano deve desempenhar para difundir e proteger o islamismo].'Juramos destruir sua Cruz no coração de Roma (...) e que o Vaticano será atacado e vai chorar por seu papa', afirma o texto divulgado na internet, que critica duramente os 'cristãos sionizados' e os cruzados cheios de ódio". A reação de certos grupos às declarações do Papa só fazem endossar suas palavras. Assim mesmo, vê-se, lá e acolá, humanistas de araque desfilando ignorância em textos que condenam o Papa. Estariam satisfeitos, creio, se o pontífice conclamasse os católicos a defenderem a fé por meio de ataques terroristas. Para ver mais sobre o assunto, clique aqui

O b-a-ba da falta de Ética. PT confunde partido e governo e despreza o interesse público. De quebra, faz campanha com o seu dinheiro.

Por Fábio Portela em VEJA:


"TCU abre processo contra o governo para investigar o sumiço de cartilhas e intima Gushiken a devolver quase 4 milhões de reais aos cofres públicos"

Ed Ferreira/AE
Rafael Neddermeyer/AE
Berzoini (à esq.): ele assume que o PT distribuiu 930 000 fascículos pagos pelo governo. O ministro Aguiar, do TCU (à dir.): e onde foram parar os outros 960 000 exemplares?

"Há um ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou indícios de fraudes na impressão de cartilhas encomendadas pela Secretaria de Comunicação (Secom), órgão ligado diretamente à Presidência da República. Entre 2003 e 2004, a Secom contratou a confecção de 5 milhões de exemplares com propaganda do governo. Para os auditores do TCU, o negócio foi superfaturado. Além disso, a Secom não conseguiu comprovar a execução e distribuição de uma parte substancial do serviço, o equivalente a quase 2 milhões de unidades. Questionada pelo tribunal, a secretaria finalmente alegou, depois de muitas tergiversações, que não tinha documentos que atestassem o recebimento do material porque ele havia sido entregue aos diretórios estaduais e municipais do PT. (...) Ao entregar as cartilhas ao partido, a Secom fez uma "confusão entre ação governamental e a partidária". Na semana passada, o tribunal julgou o caso. Os auditores consideraram que as cartilhas foram mesmo superfaturadas. As suspeitas levantadas por uma auditoria preliminar do tribunal apontam para um prejuízo estimado de R$ 11,7 milhões aos cofres públicos. Entenderam ainda que "entregá-las ao PT foi ilegal, porque o partido as teria usado para se promover junto à população. A interpretação do tribunal é que o PT fez campanha eleitoral com dinheiro público. Por isso, o então titular da secretaria, Luiz Gushiken, deve devolver ao Erário os 3,7 milhões de reais gastos na confecção das cartilhas". Recebe um prêmio quem advinhar quais agências de publicidade estão por trás do superfaturamento? Acertou quem respondeu as agências de publicidade Duda Mendonça. Elas também foram punidas pelo TCU. O presidente do PT, Ricardo Berzoini, divulgou uma nota na qual manteve a versão de que as cartilhas foram confeccionadas e distribuídas pelo partido. O partido, vejam, confirma a história. Assinantes podem ver a matéria de VEJA clicando aqui

Guerra Suja? Onde está José Dirceu?

Painel da Folha de S.Paulo


Premonição:

Nota postada ontem por José Dirceu em seu blog: "Se a notícia (da Isto É) for verdadeira, será a 'pá de cal' na candidatura do Chuchu. Já não digo o mesmo em relação ao Serra, pois a distância dele para o Mercadante ainda é muito grande".


Tucanos estranharam a nota de Dirceu. O nome de Geraldo Alckmin não aparece na revista. Surgiu mais tarde, no material que o primo de Luiz Antonio Vedoin pretendia vender para divulgação.


Hummmm ...

Um pouco mais sobre o petista da mala preta, Valdebran Carlos Padilha da Silva. Para ver, clique aqui

Seminaldo e precipitação. O amigo levou um golpe duro do próprio partido

Marcelo Seminaldo, um amigo petista, em razão da matéria do Correio Braziliense, assinada por Gilberto Nascimento, ex-assessor de José Graziano, ministro de Lula, escreveu:

"A familia do Vedoim entregou documentos ao MP que comprovam a participação do Serróquio sanguessuga. Aliás no depoimento disseram: na época dele [serra] era muito mais fácil, foi quando nós crescemos"

Sabemos agora quanto custou para o PT a referida declaração: R$ 2 milhões devidamente não contabilizados. Eu bem que gostaria de saber a origem da grana. Marcelo falou ainda em "documentos que comprovam a participação do Serróquio" (Serra na linguagem petista). Trata-se de um ofício. Isso mesmo, um documento oficial através do qual se pede empenho na elaboração do convênio para as ambulâncias. Segundo o ofício, a determinação parte do ministro José Serra. Então o ministro despacha com o seu secretário e este expede um ofício determinando o empenho na elaboração de convênios e isso é prova de envolvimento com a máfia das sanguessugas? Creio, o ministro deveria ter orientado o seu secretario a oficiar descaso na elaboração dos convênios e, assim, sabotar a execução do orçamento. A ilação feita revela mais do que um mero engano. Vai além do jornalismo sensacionalista. O PT comprou o depoimento de um criminoso. O fez depois de o mesmo ter negado, meses a fio, o envolvimento de José Serra e de qualquer pessoa ligada a ele com a máfia das sanguessugas. O que mais o dinheiro sujo do PT pode comprar? Qual a sua fonte inesgotável de recursos? Não sei dizer. Disse, dias atrás, que a polícia federal, finalmente, fazia o seu trabalho. Reafirmo agora. Não fosse sua atuação, talvez, uma trama política, das mais asquerosas do Brasil democrático, poderia passar ilesa. O pior é que, não fosse a PF, muitos estariam, neste momento, dando credibilidade a falsos argumentos. Identificando como prova um ato de ofício e fazendo, propositalmente, ilações erradas. Aécio e outros tucanos basbaques devem pensar, refletir muito. Parecem não ter entendido a natureza política do PT.

Guerra Suja do PT é desbaratada pela PF. Alvo era o tucano José Serra. A trama teria custado R$ 2 milhões ao PT. IstoÉ foi desmoralizada.

Valter Pomar, do PT, certa feita, alertou para a possibilidade de uma "guerra suja" nesta campanha. Tratava-se, como se verá, de um discurso ambíguo. Guerra limpa, para ele, era a disputa eleitoral. Vê-se como os petistas veêm as eleições: como uma guerra. Bem, a "guerra suja" de Pomar veio. Iniciou-se com a tentativa de colar à imagem de José Serra o rótulo odioso de preconceituoso. Peixe pequeno. O que segue é uma trama, das mais asquerosas desde que a turma de Collor mobilizou Mirian Cordeiro, uma ex-namorada de Lula, para dizer no ar que ele queria que ela tivesse praticado um aborto, como bem escreveu Reinaldo Azevedo. Vamos lá.

PF prende chefe dos sanguessugas por tentativa de chantagem

"A prisão de Vedoin --que estava escondido em um motel de Cuiabá, segundo a PF-- ocorreu um dia depois de seu primo Paulo Roberto Trevisan ter sido preso pelo órgão.Trevisan foi detido no aeroporto de Cuiabá, na noite de quinta-feira, com uma fita de vídeo, um DVD e fotos que registraram evento em maio de 2001, em Cuiabá, onde o ex-ministro da Saúde José Serra, candidato do PSDB a governador de São Paulo, participa de entregas de ambulâncias vendidas por Vedoin a prefeituras."
Obs. Chantagem? A agência de notícias cometeu um equívoco no uso do termo. Mas vamos adiante.

Quem comprou a mercadoria?

Valderan Padilha, com quem a PF apreendeu R$ 1.715.800,00 em dinheiro vivo, confirmando que a negociação estava mesmo em curso.

Quem é esse cara?

É um empreiteiro e engenheiro eletricista de Mato Grosso, indicado pelo PT para o cargo de diretor econômico e financeiro das Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte), estatal subordinada à Eletrobrás. Ele também foi coordenador financeiro da campanha do petista Alexandre César à Prefeitura de Cuiabá.

O que diz o procurador da República?

O procurador da República em Cuiabá Mário Lúcio Avelar disse hoje que os documentos não apontam envolvimento de Serra

Quem desbaratou a trama petista?

A Polícia Federal. Aquela que já foi chamada por José Dirceu de tucana.

O que a PF tem?

A Polícia Federal gravou conversas de Vedoin com várias pessoas que comprometem gente do PT e deixam mal a revista. Sim, as gravações que estão com a Polícia Federal citam a reportagem da revista IstoÉ.

Qual a recomendação de Thomaz Bastos?

Nesse caso, nada de flashes. Thomaz Bastos impediu imagens de dinheiro petista. "A apreensão de R$ 1,7 milhão mais 248 mil dólares pela Polícia Federal nesta sexta-feira foi uma rara ocasião em que a PF deixou de exibir à imprensa o produto do seu trabalho. Pelo que se sabe, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos foi rigorosamente ético para não permitir que se repetisse o que aconteceu em 2002, quando a exibição do dinheiro apreendido na empresa Lunus fez naufragar a candidatura de Roseana Sarney. [tá bom...] O dinheiro foi apreendido com um ex-tesoureiro do PT e com um advogado do partido (ex-agente da PF). O objetivo seria comprar imagens — em vídeo, inclusive — mostrando que Serra e Alckmin teriam participado do ato de entrega das famosas ambulâncias de Luiz Antonio Vedoin, o chefe da quadrilha dos sanguessugas".

Mas e a reportagem?

Rigorosamente nada na reportagem (e mesmo nos documentos apresentados) apontam para o envolvimento de José Serra na máfia das ambulâncias. Nada. A "prova mais contundente" que a revista julga ter contra Serra é um ofício datado de 13 de dezembro de 2001, no qual o então secretário executivo da Saúde, Barjas Negri, pede ao Fundo Nacional de Saúde empenho na elaboração do convênio para as ambulâncias. E pede para ser informado. Diz ainda ser uma determinação do ministro José Serra. O "esquema" era tão azeitado, que o secretário executivo decide dar com a língua nos dentes e deixar um ato de Ofício no Fundo Nacional de Saúde. É um acinte. O homem estava cumprindo a sua obrigação. A entrevista concedida pela tal "família" Vedoim reforça que a trama, que custaria R$ 2 milhões ao PT, creio, pagos com dinheiro devidamente não contabilizado, foi arquitetada com um duplo propósito: isentar o governo Lula e criar um fato político em São Paulo. De fato, muitos petistas, entre os quais aponto amigos meus, comemoraram a reportagem prevendo um segundo turno aqui em São Paulo. Consta que Mercadante "exigiu" explicações de José Serra. Bem, agora, creio, é Mercadante que deve se explicar.

sexta-feira

Urna não é tribunal. Não absolve ninguém


Em recente debate promovido pelo DCE do Mackenzie, o jornalista Bóris Casoy citou a sguinte frase: "urna não é tribunal. Não absolve ninguém". Foi escrita pelo também jornalista Reinaldo Azevedo em um artigo publicado pela revista Veja. Abaixo, um trecho. Para ler na íntegra, clique aqui


"Um novo refrão anda 'nas cabeças, anda nas bocas', poderia dizer o lulista Chico Buarque: a possível reeleição do presidente absolve os petistas de todos os seus crimes. As urnas fariam pelo PT o que o ditador soviético Josef Stalin fez por si mesmo: apagar a história. É um embuste. A vantagem do presidente se deve à economia, à inépcia e inapetência das oposições, às políticas assistencialistas, tornadas uma eficiente máquina eleitoral, e à ignorância, agora a serviço do tal 'outro mundo possível'. O povo é, sim, um tipinho suspeito, mas não vota para livrar a cara dos marcolas da ideologia. O voto do ignorante vale menos? Não. Mas também não vale mais. Nem muda a natureza das instituições. E não absolve ninguém, tarefa que continuará a ser da Justiça". (...)

"Estagnado, Mercadante muda na TV sob pressão. Isolamento no partido contribui para petista buscar apoio de Marta e evitar críticas a Serra

Por Rogério Pagnanda, na Folha


"Estagnado, Mercadante muda na TV sob pressão. Isolamento no partido contribui para petista buscar apoio de Marta e evitar críticas a Serra. Candidato deve exibir mensagem de apoio que ex-prefeita de São Paulo gravou há cerca de 15 dias, mas que estava engavetada. A estagnação do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) na pesquisa Datafolha agravou ainda mais o isolamento do petista e deve obrigá-lo a aceitar duas alterações em sua campanha contra as quais relutava: abandonar as críticas diretas ao tucano José Serra e dar espaço à ex-prefeita petista Marta Suplicy".

Como dizia, um voto, um votinho por caridade ... Para ver a matéria na íntegra, clique aqui .

É preciso distinguir-se, pois é ...

FHC fala agora em distinguir-se. Este blog já falava dessa necessidade em Julho deste ano. "Alô, oposições: na batalha, é preciso distinguir-se dos inimigos", dizia. Para ver, clique aqui

quinta-feira

Os trechos mais importantes

“Atravessamos um momento paradoxal: de aparente desconexão entre o que é o sentimento da opinião pública e o discurso eleitoral rotineiro; de tanta desfaçatez dos que ocupam o poder e de tanta informação sobre a corrupção e os desmandos de quem deveria dar as pautas de comportamento pensando mais na Nação que em seus umbigos e nada mais faz do que se jactar de grandezas inexistentes. (...)

Para que não pairem dúvidas: é do Presidente e de seu partido (ou deveria dizer ex-partido?) que falo acima, pois são eles, inquestionavelmente, os responsáveis por deixar que os piores setores da política ocupem a cena principal, expondo o país às misérias a que todos assistimos indignados. (...)

Pagar mensalão é crime e como crime deve ser tratado. Pagar mensalão para deputados, comprar seus votos, não é igual sequer a outra transgressão, a de não declarar dinheiro obtido para a campanha eleitoral, o "caixa dois". A razão é simples: no caso do caixa dois, a fonte do dinheiro usado geralmente é privada, embora nem sempre o seja, e o objetivo é ajudar algum candidato individual em sua eleição. O candidato e seus financiadores devem responder por essa ilicitude eleitoral. No caso do mensalão a fonte foi pública; é roubo do dinheiro do povo, ainda que empréstimos fictícios de bancos privados tenham sido usados para encobrir esse fato. Os arrecadadores obedeciam a diretrizes de um partido, com a cumplicidade de partes da administração. A prática deu-se sob o olhar benevolente de ministros e mesmo com a cumplicidade de alguns deles (refiro-me à acusação do Procurador Geral da República). O próprio Presidente, que é responsável pelos ministros, não tendo atuado para demiti-los nem depois do fato sabido, é passível de crime de responsabilidade. (...)

Pois bem, nós do PSDB não fomos suficientemente firmes na denúncia política de todo esse descalabro no momento adequado. Não será agora, durante a campanha eleitoral, que conseguiremos despertar a população. Mas, para nos diferenciarmos da podridão reinante, temos a obrigação moral de não calar. (...)

Erramos no início, quando quisemos tapar o sol com a peneira no caso do senador Azeredo. Compreendo as razões: ele é pessoalmente decente; tudo se passou durante a campanha para sua reeleição como governador, que afinal ele perdeu. Mesmo assim, calamos muito tempo e sequer dissemos o que sabemos: entre os responsáveis pelas finanças de campanha do então governador estava seu vice, hoje ministro do Presidente Lula. Nem isso dissemos com força! Mas não por isso podemos calar diante do descalabro. (...)

Para que o PSDB se justifique perante o eleitorado como uma força renovadora ele tem que se distinguir. A podridão que encobre "a política" está nos transformando em vultos. Precisamos reganhar nossa cara. (...)Nosso candidato à Presidência tem as mãos limpas. Tem história de seriedade. Por que não bradar isso com força ? Por que não fazer o contraponto com o outro lado. Nada a temer nem a esconder. Geraldo Alckmim pode dizer o que Lula não pode porque sua história não passa por acusações de suborno a prefeituras. Ele não tem que explicar, como Lula, por que tendo tanto dinheiro vivo (e quanto!), não paga dívidas. Por que ora diz nunca ter ouvido falar de sua dívida no partido, ora que a discutiu, mas não a reconhece. Enfim: faltam condições morais a um e sobram a outro.(...)

Em São Paulo, para cingir-me ao estado que foi governado por Alckmin, as taxas de homicídio e latrocínio caíram fortemente graças à ação da polícia. Nunca se prendeu tanto, a um ponto tal que a cada mês há mais 800 presos, descontando-se os que são liberados. Para atendê-los seria preciso construir uma penitenciária por mês! Resultado: o sistema prisional está abarrotado e, há massa de presos, criando um caldo de cultura para a criminalidade e deixando ao PCC espaço para demagogia em nome da melhoria de condições de vida dos prisioneiros. (...)

É preciso dizer com todas as letras e toda a força que a privatização da Telebrás foi um sucesso absoluto, que o preço pago pelo que o Estado possuía dela (20% do capital total, embora de controle) talvez não corresponda hoje ao valor total das empresas de telecomunicações e que o povo se beneficiou enormemente, dispondo o país de um moderno sistema de comunicações, sem o qual não haveria internet nem modernização produtiva. E dizer também que no setor elétrico houve fracasso: privatizamos apenas a distribuição de energia e a Eletrosul, permanecendo nas mãos do governo Furnas, Chesf, Eletronorte e, naturalmente, Itaipu, que por seu caráter especial não deve mesmo ser privatizada. Resultado: é só ver as estatísticas sobre investimentos no setor (que não dispõe de um modelo claro e competente, indutor de parcerias com o setor privado) para entender porque vira-e-mexe fala-se de apagão. Não o de 2001, conseqüência da má gerência e da falta das águas, mas da falta de investimentos para geração nova de energia. E a privatização da Rede Ferroviária Nacional, acaso não foi um êxito? (...)

Por fim, para não me alongar mais, chega de dizer bobagens sobre a globalização, como se fosse culpada de nossa própria incapacidade. Chega de agir na prática como se acordos comerciais, tipo ALCA, fossem projetos imperialistas de anexação de território. São sim projetos de grupos de poder e interesse, diante dos quais temos de prezar e defender os nossos, e não enfiar a cabeça na areia e imaginar que na escuridão há "uma outra política", na verdade de um antiquado "terceiro-mundismo". O PSDB precisa assumir sua contemporaneidade. (...)

Em suma, se quisermos exercer uma liderança renovadora precisamos manter os antigos compromissos democráticos, radicalizando-os, através da reforma política com a introdução do voto distrital e da fidelidade partidária; precisamos reatar os fios entre o partido e a sociedade, buscar o diálogo com os sindicatos e movimentos populares (agora mais fácil pela quebra do hegemonismo petista). A visão moderna de democracia impõe a participação ampliada da cidadania no processo deliberativo, inclusive senão que principalmente, na rotina partidária, revigorando, as prévias para a seleção dos candidatos. (...)

Precisamos assumir que, no contexto atual, ser progressista é lutar para democratizar a sociedade, sustentar políticas que reduzam a pobreza até sua eliminação, gerando empregos sem contentar-nos com o necessário assistencialismo e sem ficarmos embaraçados com a forma capitalista do crescimento da economia, à espera do novo Godot, a "revolução salvadora". Esta não está em nosso horizonte histórico, embora o ideal da Justiça possa e deva continuar a motivar nossos corações a lutar cada vez mais pela redução das desigualdades sociais.
Fernando Henrique Cardoso "

FHC e uma carta: corrupção, PT, mensalão, PSDB, Azeredo, Alckmin, privatização, apagão e futuro - um bom sinal, afinal.


Já escrevi que considero a derrota de Geraldo alckmin certa. Se me fosse dado o direito de brincar com analogias, diria que os tucanos estão para a disputa com o PT assim como está a seleção brasileira de futebol para a seleção da França. A derrota não foi plantada agora, mas muito antes. Primeiro veio a blindagem de Lula. Depois, o caso Azeredo. A blindagem de Palocci. A escolha de Alckmin em detrimento de Serra. E, finalmente, o desacerto da campanha. Uma sucessão de erros inaceitáveis até para um pequeno partido. FHC, que sempre está um passo a frente no partido, em recente carta dirigida a militância tucana, para ver clique aqui, deixa claro que é preciso mudar o discurso tucano. FHC fala de Lula e do PT. FHC fala de Geraldo Alckmin. Fala em assumir os erros e enaltecer com vigor os acertos. Fala, principalmente, sobre a necessidade que esses tempos impõe ao partido de se distinguir dos seus adversários. De certa forma, FHC lança as bases da atuação política dos tucanos em 2007. Fala em "reganhar nossa cara". Já estaria de bom tamanho se começassem a enxergar a cara dos seus adversários.

Lula será reeleito

Como muitos sabem, vou votar em Alckmin. Nada impede, porém, de constatar o óbvio: Lula será reeleito. Poucas vezes vi um partido errar tanto politicamente como vi o PSDB nos últimos meses. Entre o candidato escolhido pelos brasileiros para disputar a presidência com Lula e o candidato natural ao posto, o partido escolheu o candidato natural. Serra era o anti-Lula. Alckmin, queira-se admitir ou não, não "aconteceu". É bem verdade que o cenário internacional é um grande aliado de Lula. Mas também é verdade que os tucanos não fizeram o dever de casa na disputa política. Há quem aposte num crescimento nesses últimos 15 dias. Bobagem. Ainda que cresça, não será suficiente para levar a disputa ao 2º turno. Que fique a lição aos tucanos: não menosprezar o recado que vem das ruas.

Francis Fukuyama no Roda Viva da TV Cultura


Francis Fukuyama
cientista político


Francis Fukuyama criou polêmica entre acadêmicos, no início dos anos 80, ao proclamar o "Fim da História".Ele achava que a queda do muro de Berlim e o desmanche da União Soviética interrompiam a evolução ideológica da humanidade. E que só restaria ao mundo a democracia liberal ocidental, como última forma de governo humano. E, por falta de alternativa, a história acabava ali. Voltou atrás, considerando que o avanço da ciência garantiria a continuidade da história. Chegou a afirmar que a democracia americana seria um modelo para o mundo.Francis Fukuy ama é professor de economia política da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos. Faz parte do conselho de bioética do governo do presidente George W. Bush e também já trabalhou em outras ocasiões para o governo americano, paralelamente às suas atividades acadêmicas.


Participam como convidados entrevistadores: Fábio Santos, editor da revista e do site Primeira Leitura; Marcelo Leite, colunista do jornal Folha de S. Paulo e do blog Ciência em Dia; Demétrio Magnoli, geógrafo, especialista em relações internacionais e editor do jornal Mundo, Geografia e Política Internacional; Jayme Pinksky, historiador, professor titular do departamento de história da Unicamp e diretopr editorial da Contexto; Dario Vizeu, consultor cultural da TV Cultura; Marco Antonio Rezende, diretor adjunto do MIS, Museu da Imagem e do Som; Christian Lohbauer, vientista político da Gacint, Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP.

segunda-feira

Lula: antes e depois?


Em 2003, já no discurso de posse, Lula promete: reforma política, previdenciária, tributária, fim da corrupção e ética.
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Em 2006, candidato a reeleição, Lula promete: reforma política ...
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Um voto, um votinho por caridade ...



Mercadante foi hoje ao fundo do poço. Em seu programa, no horário eleitoral gratuito, o candidato do PT implorou por uma oportunidade. Um voto, um votinho por caridade. A expressão não foi essa, mas soou exatamente assim. Depois de fazer uma leve retrospectiva de sua campanha até aqui (lembrou dos ataques do PCC, dos laptops - inexistentes- da educação como paixão etc), ameaçou os paulistanos: quer ser o Lula de São Paulo. Burrrrrrrrrrrrr ... O homem mais competente e preparado para governar São Paulo na opinião de Lula não logrou espaço nem sequer no governo petista. Todo o imensurável conhecimento e preparo do "brilhante" economista não foi suficiente para levar o senador ao status de ministro do governo Lula. Ao final, adotando a mesma estratégia de Alckmin, quando parecia que o programa terminara, o Mercadante, na voz e imagem de uma linda mulher (melhor assim), voltou à carga e disparou contra Serra. Abordou a questão das escolas de lata. São Paulo, quando Serra assumiu a prefeitura, contava com 51 escolas de lata. Herança da gestão petista, Serra se comprometeu a acabar com elas. Durante a sua gestão, 58 novas escolas foram construídas e, das 51 escolas que existiam em precárias condições, 44 foram substituídas por prédios de alvenaria. Restam, sabe-se, 7 escolas. Segundo o cronograma da prefeitura, antes mesmo de acabar o ano, todas devem ser substituídas. Mercadante abordou a questão de forma dramática. E deve mesmo proceder assim. Está muito longe de levar o pleito para o segundo turno. Ou ataca, ou morre na praia. Quanto às escolas de lata, Marta do PT foge do assunto assim como o diabo da cruz. Mercadante pode estar dando um tiro no próprio pé.

domingo

Críticas à PF? Por quê?


Alguns amigos tem cobrado uma posição sobre a recente operação da Polícia Federal, Facção Toupeira. Ora, o que dizer? A PF está, finalmente, fazendo o seu trabalho. Quantas vezes escrevi, aqui, que é responsabilidade da PF reprimir o crime organizado? Quantas vezes escrevi aqui que é responsabilidade do governo federal prevenir e reprimir o tráfico de entorpecentes? O contrabando de armas? Em São Paulo, apreende-se 1 arma a cada 14 minutos. Quantas foram compradas com os mais de 150 milhões de reais roubados do Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005? Quanto dos 150 milhões financiou os ataques terroristas promovidos em São Paulo? Estranho apenas que a série de prisões tenha ocorrido justamente agora. Será que era preciso aguardar tanto? Tudo uma questão de estratégia, certo?

E os comentários dos candidatos para o crescimento pífio de 0,5%










Lula: "As pessoas no Brasil precisam parar de ficar torcendo para as coisas darem errado." Mercadante: "Acho que a questão dos feriados da Copa naquele mês (de Junho) pode ter tido uma incidência."
Alckmin: "Os países da América Latina, que estão aqui do lado crescem mais de 6% ao ano. O que estamos vendo é que no projeto Lula não há crescimento."
Serra: "É o vôo de galinha, porque (a economia) ameaça andar e não anda por causa dessa política monetária e cambial."

Economia cresce só 0,5% no 2º trimestre; indústria sofre queda

"O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de tudo o que é produzido no país) cresceu apenas 0,5% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre, quando houve expansão de 1,3%. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o avanço foi de 1,2%.É o pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2005, quando houve recuo de 1,2%. A indústria teve o resultado mais negativo, e caiu 0,3%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.Economistas consultados pela Reuters esperavam crescimento de 0,8% frente ao primeiro trimestre e de 2,1% na comparação com igual período do ano passado. A indústria foi o setor da economia que apresentou o pior desempenho, com baixa de 0,3% em relação ao primeiro trimestre, o que influenciou no resultado fraco do PIB.A agropecuária foi a que mais avançou, com alta de 0,8%, enquanto os serviços tiveram elevação de 0,6%, Os dados sobre capital fixo, indicativo dos investimentos feitos no país, mostram que houve queda de 2,2% perante o trimestre anterior. O consumo das famílias, que tem peso aproximado de 60% no cálculo do PIB, aumentou 1,2%. O consumo do governo subiu 0,8%.As exportações de bens e serviços declinaram 5,1% entre abril e junho, após 12 trimestres consecutivos de alta, e registraram a menor taxa desde o primeiro trimestre de 2003, quando cederam 8,2%.As importações diminuíram 0,1%. No primeiro trimestre, tinha havido alta de 10,4% nas importações em relação ao último trimestre de 2005." Para ver a matéria completa, clique aqui